quinta-feira, 3 de junho de 2010

Deus o fez pecado por nós

(A mensagem de 2Coríntios 5.21)
 Josivaldo de França Pereira 

A Bíblia é muitíssimo clara quando diz que Jesus não tinha pecado e, portanto, nunca pecou, embora tenha sido ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança (Hb 2.17,18; 4.15; 1Pe 2.22 [cf. Is 53.9]; 1Jo 3.5). Por isso, quando Paulo afirma que “Deus o fez pecado por nós” significa que o Deus Pai atribuiu a seu Filho Jesus o pecado de todos nós. Ou seja, o nosso pecado foi atribuído e assumido por Jesus como se fosse dele mesmo, ao entregar-se ao Pai por nós como se pecador fosse. “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro” (Gl 3.13).
Na cruz o Pai não pôde contemplar seu Filho amado porque este encarnou os nossos pecados (Mt 27.46). Isso se torna ainda mais claro quando lemos em Romanos 8.3: “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado”. E também em Filipenses 2.7: “antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens...”.
Observe as expressões: “em semelhança de carne pecaminosa” de Romanos 8.3 e “semelhança de homens” de Filipenses 2.7. As duas expressões são sinônimas e significam, no mínimo, que Jesus assumiu a natureza humana não na condição de Adão antes da queda, nem na condição em que o mesmo Cristo ressuscitou, ascendeu e está no céu, e muito menos na qual ele se manifestará no dia de sua gloriosa vinda. O que a Bíblia quer dizer é que Jesus não tinha pecado algum, mas trazia em seu corpo as consequências e resultados do pecado (Is 53.2). Jesus sentiu dor, fome e sede, chorou e, por fim, morreu.
Entretanto, Romanos 8.3 e Filipenses 2.7 devem ser lidos à luz de Hebreus 4.15: “... antes, foi ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. Havia semelhança, similitude entre Cristo e nós; porém, não havia absoluta e completa identidade.
Com qual objetivo “Aquele que não conheceu pecado” Deus “o fez pecado por nós”? Deus fez com que seu Filho amado pagasse a pena de morte pelos nossos pecados para que pudéssemos ser libertados e declarados justos aos olhos dele, uma vez satisfeita a sua santa justiça.


3 comentários:

  1. Pr. Josivaldo a paz do Senhor, foi um prazer para mim ter encontrado a sua página. Já o conhecia, o seu Ministério tem sido uma benção para o meu Ministério.

    Deus o abençoe ainda mais e continue usando a sua preciosa vida na edificação de sua igreja e para a salvaç~~ao das nações.

    Já estou seguindo...

    Pr. Gilmar Nery

    gnerysales.blogspot.com

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    1. Edificante...O Espírito Santo discernindo... tocada!
      Mas quero exortar aos "Pastores" também; os Ministérios e Igrejas, são vindos do Senhor e vocês estão em cargos dependentes da vontade de Deus! O Ministério é confiado a vocês e não pode-se dizer: meu ou seu Ministério e, pela fé sim, dizer: Ministérios a nós concedidos para Honra e Glória do Nome do Senhor Jesus Cristo.
      Paz.

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  2. Obrigado amado pastor Gilmar. É uma alegria tê-lo como um dos nossos novos seguidores.
    Que a paz do Senhor esteja contigo.

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