sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Um exemplo de superação

Josivaldo de França Pereira


“Entrando em Jericó, atravessava Jesus a cidade. Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura. Então, correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque por ali havia de passar” (Lc 19.1-4).
 O que segue são lições preciosas da superação de Zaqueu para a nossa vida.
1.     Zaqueu superou a si mesmo
Zaqueu tinha um sonho, o de ver a Jesus de qualquer maneira, porém, por ser de baixa estatura, não conseguia concretizar seu desejo por causa da multidão. No entanto, Zaqueu não desistiu. Não ficou choramingando pelos cantos de Jericó, lamentando sua triste condição, com dó de si mesmo. Ao invés disso ele teve uma brilhante ideia. Correu e subiu em um sicômoro, uma árvore parecida com a amoreira, conhecida também como figueira brava, muito comum naquela região. Desse modo Zaqueu, que era baixinho, ficou bem mais alto que todo mundo.
O pequeno Zaqueu não podia acrescentar um côvado sequer à sua estatura, mas podia subir numa árvore. Faça como Zaqueu, use seu talento. Aprenda com esse pequeno grande homem que na vida não existe desafio que não possa ser superado. Tudo é possível para quem acredita e vai em busca de seu ideal.
Conta-se que Demóstenes, orador grego do séc. III a. C., desde criança sonhava em ser um grande orador. Contudo, ele tinha contra si a gagueira e um cacoete no ombro direito, além de ser constantemente ridicularizado por todos. Entretanto, a seu favor Demóstenes possuía a vontade de vencer. A gagueira ele superou fazendo exercícios com pedrinhas de rio na boca. O cacoete ele dominou colocando a ponta de uma espada junto ao ombro, que o feria enquanto ele treinava diante de um espelho. O reconhecimento e respeito de todos foi uma questão de tempo. Às vezes para superar a nós mesmos, nossos limites e temores é preciso sacrifício. Quando você pensar em desistir, lembre-se: Ainda é cedo.  
2.     Zaqueu superou a multidão
Zaqueu superou a multidão ficando mais alto que ela. Lembremos que Zaqueu era publicano, ainda mais odiado pelo povo por ser o chefe dos publicanos. Os publicanos eram coletores de impostos judeus que trabalhavam para o governo romano. Seus compatriotas os chamavam de traidores e ladrões, desclassificados entre os piores pecadores. Lucas relata que quando Jesus se hospedou na casa de Zaqueu, “Todos os que viram isto murmuravam, dizendo que ele se hospedara com homem pecador”. A multidão era um desafio para Zaqueu em todos os sentidos. Ele era desrespeitado pelo povo por ser pequeno e publicano. Se naquela marcha de travessia da cidade ele não saísse da frente, corria o risco de ser atropelado com gosto pela turba eufórica. Zaqueu era rico, mas seu dinheiro não podia ajudá-lo naquele momento. Pelo contrário, seu dinheiro era “amaldiçoado” pelos judeus porque os publicanos, geralmente, se enriqueciam ilicitamente à custa do seu próprio povo. A saída encontrada por Zaqueu foi se colocar acima da multidão. Ele não aceitou o decreto da derrota e muito menos se contentou em ficar apenas na mesma altura das pessoas. Zaqueu quis mais; Zaqueu fez mais. Correu adiante e subiu numa árvore para ver o maior de todos: Jesus.
Há uma lição importante aqui. Alegoricamente falando, podemos dizer que a multidão simboliza os muitos problemas e obstáculos que enfrentamos nesta vida. Com Zaqueu aprendemos que é possível encontrar a solução, pois para serem resolvidos é que os problemas existem. Observe que Zaqueu não ficou simplesmente parado à margem do caminho vendo a multidão passar, e a pensar: “Queria tanto ver Jesus”.  Não! Zaqueu foi à luta. Não se entregou; não desistiu. Faça o mesmo meu caro amigo, minha distinta amiga, não desista jamais de seus sonhos. Somente chega no final da jornada quem iniciou a caminhada dando o primeiro passo. Quem colhe os louros da vitória é quem nunca jamais deixou de lutar.
3.     Zaqueu superou a trajetória
Cada vez que eu leio a história de Zaqueu mais eu me impressiono com ele. Zaqueu era um homem empreendedor. Não foi por acaso que ele chegou a ser chefe dos publicanos. Era um homem vivo e ativo. Concordo com os que dizem que Zaqueu também era um homem justo por causa da confissão que ele fez a Jesus: “se nalguma cousa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais”, significando que ele não roubou ninguém de fato ou que, pelo menos, conscientemente ele não se lembrava disso.
Conhecedor da região, Zaqueu corre adiante da multidão, sobe na árvore mais alta e próxima do caminho, porque por ali Jesus havia de passar. Zaqueu era um homem de visão e se antecipou. Olhou adiante, calculou o trajeto e entendeu que Jesus passaria em tal lugar. Os homens e mulheres que marcaram a história foram pessoas que estavam à frente do seu tempo. Homens e mulheres que muitas vezes foram injustiçados, mas reconhecidos depois. Quem diria que um publicano seria protagonista de uma das mais belas histórias bíblicas?
Zaqueu viu quem era Jesus porque não deixou de seguir adiante. Ele se sujeitou ao ridículo ao subir numa árvore, porém, não se importou com nada. Por isso, sua recompensa foi muito mais que ver a Jesus. Ele mesmo foi visto por Jesus. Mais que isso, ele foi chamado pelo nome e ainda recebeu o Salvador em sua própria casa. Quando nos empenhamos em alcançar os nossos sonhos e ideais, alçamos voos como os da águia, enfrentamos temporais, raios e trovões porque acima de todas essas coisas está um céu límpido e esplendoroso. Com fé em Deus e força de vontade conseguimos mais do que esperamos.
Viva vencendo com Jesus!

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