quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A Moralidade, o Preconceito e o Jeitinho Brasileiro

Josivaldo de França Pereira

Eis aí duas palavras que desfrutam de não pouca confusão nestes últimos tempos: Moralidade e preconceito. Embora sejam vocábulos com significados completamente distintos (veja no dicionário), na prática parecem significar muitas vezes a mesma coisa. O preconceito é um comportamento condenável tanto pela Bíblia quanto pela sociedade. Até aí tudo bem. O problema é que nem sempre a sociedade consegue enxergar a diferença entre moralidade e preconceito.

O que se ouve dizer a respeito dos pastores e do povo evangélico em geral, por serem contrários ao homossexualismo e ao comportamento nada convencional de alguns artistas "cristãos", é que os pastores e as igrejas evangélicas são preconceituosos.

Existe uma confusão. Que devemos amar o pecador é inquestionável, mas nada justifica a aceitação de tais práticas. É certo que não devemos atirar a primeira pedra; contudo, o mesmo Senhor e Mestre que sabiamente nos ensinou assim, também disse àquela pecadora: "Vai e não peques mais".

A graça divina é um favor imerecido do Senhor para conosco. Contudo, a maravilhosa graça de Deus é antes de tudo graça transformadora. Escrevendo aos Romanos Paulo tratou dessa questão assim: "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?" (Rm 6.1,2). E aos Coríntios: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2Co 5.17). Apenas para citarmos alguns exemplos.

Não podemos e não devemos amolecer com o pecado. Temos que odiá-lo. Quer seja o pecado que habita em nós ou aquele que está no mundo. O pecado não deve ser visto com bons olhos ou acariciado como se fosse simplesmente a coisa mais natural do mundo. O jeitinho brasileiro que há muito vem sendo combatido pela mídia e pela sociedade não pode, agora, fazer parte da vida do povo evangélico brasileiro. Não é possível fazer coro com supostos “evangélicos”, dizendo simplesmente "não é bem assim". O pecado pode mudar de nome, mas para Deus toda e qualquer transgressão de sua lei sempre será pecado (1Jo 3.4; cf. Tg 2.10). Deus é conservador. Ele jamais mudará a sua Palavra para satisfazer os desejos perversos de nosso coração.

Aquele que verdadeiramente aceitou a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida chora seu próprio pecado, o pecado da igreja e do mundo. Meu maior consolo é saber que existe no povo de Jesus uma sabedoria que vem do alto. Pouco valerá surgirem pensadores com esta ou aquela receita mirabolante para a igreja, dizendo isso ou aquilo para o povo de Deus fazer ou mudar. A igreja sempre será devidamente orientada pelo Espírito Santo para distinguir o certo do errado.

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1Co 6.9-11).

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