segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A ESTRADA

Uma história fictícia com aplicação real

Josivaldo de França Pereira


Semana passada eu tive um sonho interessante. Sonhei que iniciava uma jornada por uma estrada esburacada que se perdia num horizonte infinito. Eu estava cabisbaixo, triste e descalço.
De ambos os lados da estrada uma vegetação, rasteira e aromatizada, mostrava-se quase coberta pela poeira lançada por um vento sereno e refrescante, que de contínuo sussurrava em meus ouvidos.
De repente notei que a cada dez ou doze passos que eu dava algo novo acontecia. Já não estava mais cabisbaixo e triste. Meus pés estavam calçados. Os buracos da estrada começavam a desaparecer, e pouco a pouco a poeira das plantas sumia como o orvalho que se evapora com os primeiros raios do sol matinal.
Apertava o passo e a estrada se deslumbrava em minha frente mais e mais. Um asfalto bem preto com cheiro de novo cobria a poeira do chão batido. Flores perfumadíssimas forravam as margens da estrada como um tapete colorido e cheiroso. Árvores frondosas e frutíferas surgiam aos montes, brotando da terra numa rapidez vertiginosa e indescritível, como na imagem de um filme acelerado. Eram goiabeiras, figueiras, jabuticabeiras, enfim, uma infinidade de árvores frutíferas, que em harmonia sinfônica com as flores do campo, deixavam aquele lugar com o aroma e o vislumbre de um paraíso angelical.
Percebi, então, que bem à minha frente a estrada se elevava lenta e sinuosamente, de modo que em pouquíssimo tempo eu já não conseguia ver o outro lado dela. Foi quando avistei uma luz que, começando tênue e sem brilho, ia se intensificando à medida que eu dela me aproximava. Contudo, ainda não conseguia ver o que estava do outro lado da estrada, e muito menos o que produzia aquela luz. Andei mais depressa. Corri. A luz se intensificava. Corri mais depressa ainda. Estava perto, quase chegando. Quando me aproximei para ver o que realmente havia no fim da estrada, acordei.

Moral desta história: Na vida nem sempre se consegue o que queremos, mas se ficarmos parados em nossa “estrada”, olhando para trás, jamais realizaremos nossos sonhos e ideais. Siga em frente com Jesus!

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