terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Esboço de Sermões

Josivaldo de França Pereira


A CORRIDA CRISTÃ: POR QUE E COMO DEVEMOS CORRÊ-LA?

Hebreus 12.1-3

As competições olímpicas eram práticas apreciadas e admiradas no mundo antigo. Ainda hoje os eventos olímpicos mexem com a emoção de muita gente. Escritores bíblicos como Paulo e o autor da carta aos Hebreus fizeram constante menção das atividades esportivas em seus escritos. Eles eram apreciadores do esporte e dele sabiam tirar lições preciosas para a vida cristã. Um exemplo clássico disso é a passagem bíblica de Hebreus 12.1-3. O autor aos Hebreus extrai da figura de um estádio lotado, do espírito da dinâmica de uma competição olímpica, uma ilustração para a vida cristã. Após relatar a luta e a vitória dos heróis e heroínas da fé do Antigo Testamento, o autor aos Hebreus direciona o olhar de seus leitores para o Campeão dos campeões, Jesus. Mostra a eles como aqueles campeões, e principalmente Jesus Cristo, venceram a corrida cristã e porque e como eles (seus leitores) deviam corrê-la.

Mas entremos também nesta corrida, pois ela é de todo aquele que verdadeiramente corre a corrida da fé.

I. Por que devemos participar da corrida cristã?

1. Porque ela é determinada por Deus (v1).

2. Porque ela é incentivada pelos heróis da fé (v1).

3. Porque ela é inspirada na vitória de Cristo (v2).

II. Como devemos correr a corrida cristã?

1. Negativamente falando:

a. Desembaraçando-nos de todo peso (v1)

b. E do pecado que tenazmente nos assedia (v1)

2. Positivamente falando:

a. Devemos correr com perseverança (v1)

b. Olhando firmemente para Jesus (v2)

III. O exemplo de Jesus

1. Em sua humilhação (v2, 3)

2. Em sua exaltação (v3)

Conclusão e aplicação:

Devemos participar da corrida cristã porque ela é determinada por Deus, incentivada pelos heróis da fé e inspirada na vitória de Cristo. Devemos corrê-la com perseverança, abandonando tudo que é ruim, olhando firmemente para Jesus, nosso maior exemplo de vitória.

Quero me dirigir primeiramente a você que está desanimado na fé. Olhe para Jesus, não se esqueça que ele venceu para você vencer. E a você que está na raia certa, eu também quero lhe dizer: não olhe para trás. Siga avante! Não se importe com os obstáculos, apesar de não serem poucos nem pequenos. Enquanto você estiver seguindo adiante, olhando firmemente para Jesus, você estará garantindo e confirmando sua vitória nas olimpíadas da fé.


O PASSAPORTE PARA O REINO DE DEUS

João 3.1-12

Suponhamos que você estivesse seguindo em direção ao aeroporto a fim de viajar para um país distante. Na hora de mostrar o passaporte no guichê você não o encontra de jeito nenhum. De repente você se lembra que o deixou em casa, em cima do televisor; porém, buscá-lo agora não seria possível porque você mora longe e, de qualquer forma, perderá o vôo. Sem passaporte não há como embarcar. Assim é em relação ao reino de Deus. Sem passaporte não há como entrar nele, e nem ao menos vê-lo.

Que passaporte é esse? Quem o expede? Como podemos consegui-lo? Quanto custa? É o que pretendemos conferir neste sermão.

1. O passaporte para o reino de Deus é o novo nascimento.

a. Um homem chamado Nicodemos (v1)

b. O conceito joanino de reino de Deus (vv3,5)

c. O contexto do novo nascimento (v6)

2. O passaporte para o reino de Deus é o novo nascimento produzido pelo Espírito Santo.

a. O significado de nascer da água e do Espírito (v5)

b. Livre e soberanamente (v8)

c. Sobrenatural e misteriosamente (v8)

3. O passaporte para o reino de Deus é o novo nascimento produzido pelo Espírito Santo de graça.

a. Por que de graça? (v7)

b. A graça de Deus no novo nascimento (v7)

c. A condição necessária do novo nascimento (vv3,7)

Conclusão e aplicação:

O passaporte para o reino de Deus é o novo nascimento produzido pelo Espírito Santo de graça. Se você pensa como Nicodemos e ainda se encontra acomodado em sua própria religiosidade e confiante em suas próprias obras, saiba que se você não nascer de novo não entrará no reino de Deus. Se você não tiver uma profunda compreensão do que é a natureza humana, não se arrepender de seus pecados e confiar somente em Jesus para a vida eterna, de modo algum você verá a vida ou entrará no reino de Deus.


UMA ATITUDE VERDADEIRAMENTE CRISTÃ

Gênesis 50.15-21

Jacó havia morrido e os irmãos de José temeram por suas vidas (v15). Então, enviaram um mensageiro a José para interceder por eles (v16). Sensibilizado, José chorou enquanto o mensageiro lhe falava (v17). Em seguida chegaram seus irmãos, prostraram-se diante dele e disseram: "Eis-nos aqui por teus servos" (v18). A palavra hebraica abadim (servos) pode ser traduzida por "escravos", que é melhor, mais forte, e se adéqua perfeitamente no contexto.[1]

O que segue é uma das mais belas antecipações do evangelho.

1. José deixa com Deus a maldade de seus irmãos

"Respondeu-lhes José: Não temais; acaso estou eu em lugar de Deus?" (v19).

2. José vê o propósito de Deus na maldade de seus irmãos

"Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida" (v20, cf. 45.5-8).

3. José paga com o bem a maldade de seus irmãos

"Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração" (v21)

Conclusão e aplicação:

De tudo que podemos aprender de José, o que ficam são suas lições práticas para a vida cristã. Considerando que José viveu cerca de 1600 anos antes de Cristo, ele antecipou para nós o verdadeiro sentido do adjetivo que qualifica alguém como cristão ou semelhante a Cristo. José, em uma atitude verdadeiramente cristã, soube deixar com Deus a ofensa de seus irmãos (v19) porque aprendeu a ver o propósito divino na maldade dos mesmos (v20) e, além de tudo isto, pagou com o bem o mal que lhe fizeram (v21). Em outras palavras, José praticara o que o Senhor Jesus e o apóstolo Paulo ensinariam futuramente; a saber, pagar o mal com o bem (Rm 12.21) com demonstração prática de perdão (Mt 18.23-35). Eis aí um típico cristão no Antigo Testamento, com o qual o cristão do novo milênio deveria aprender e a ele imitar.

Quero dizer a você que porventura esteja brigado com um irmão ou parente qualquer, que você só poderá dizer que confia verdadeiramente no juízo de Deus e reconhece a direção dele em sua vida, quando você aprender a pagar o mal com o bem.



[1] A mesma palavra abadim aparece em Gênesis 44.9. A diferença é que nessa passagem (Gn 44.9) ela foi dita hipoteticamente, enquanto que em Gênesis 50.18, sincera e verdadeiramente.

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