terça-feira, 1 de março de 2011

"Provai-me nisto"

Josivaldo de França Pereira

A declaração acima é parte integrante das promessas de Deus no livro do profeta Malaquias. Ela é uma das poucas passagens específicas da Bíblia em que o próprio Deus pede para ser provado. Temos uma promessa geral no Salmo 34.8 que diz assim: "Oh! provai e vede que o Senhor é bom". Mas poucos textos bíblicos representam de forma tão específica as promessas de Deus como Malaquias 3.10: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênçãos sem medida."
As Testemunhas de Jeová alegam que, hoje em dia, não há necessidade de ninguém ser dizimista porque as promessas de Malaquias 3.10 eram somente para Israel. Que essas promessas eram para Israel nós não negamos, mas será que foram somente para o povo de Israel? Será que a bênção de ser dizimista era só para Israel? Certamente que não; pois se fosse, hoje não estaríamos sendo abençoados por sermos fiéis dizimistas. Dizem também que “dízimo era coisa da lei do Antigo Testamento. Agora estamos no período da graça do Novo Testamento”. A graça divina não anulou de maneira alguma a prática do dízimo. Na verdade, o dízimo existe mesmo antes do estabelecimento da lei mosaica. Veja, por exemplo, Gênesis 14.20; 28.22.
Além disso, o Senhor Jesus Cristo nunca falou contra o dízimo, pelo contrário, ele mesmo incentivou a prática dele quando censurou os hipócritas escribas e fariseus: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas." (Mt 23.23).
Que a prática do dízimo continue sendo uma demonstração de prova da bondade de Deus em nosso meio e a expressão sincera de um coração agradecido.

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