quinta-feira, 5 de maio de 2011

Homossexualismo é pecado

Josivaldo de França Pereira

Quando eu tinha meus vinte e poucos anos, ouvia falar de países europeus e dos Estados Unidos, de como estavam se inclinando para a causa homossexual. Eu pensava comigo mesmo que dificilmente essas mudanças ocorreriam no Brasil, pelo fato da cultura brasileira em relação ao homossexualismo (na época) e, também, pela formação católica da maioria das pessoas de nosso país. Agora vejo que eu estava enganado. O Brasil também está cedendo cada vez mais ao clamor mundial. O mesmo Brasil que diz ser católico não aceita a posição da Igreja referente ao homossexualismo e aos valores da família.
O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a relação entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, e concedeu aos gays os mesmos direitos e deveres da união entre casais heterossexuais. Os ministros do STF alegam que posicionamentos discriminatórios e preconceituosos vão de encontro a princípios constitucionais como o direito à igualdade e à liberdade, e o princípio da dignidade da pessoa humana.
Nós vivemos numa sociedade hipócrita, onde a Carta Magna é invocada para certos quesitos, mas totalmente ignorada para outros. Quem disse que somos todos iguais perante a lei? A nossa saúde pública é uma calamidade; o transporte popular um caos – para citarmos alguns exemplos. Quem disse que a todos é dado o direito de ir e vir se numa viagem de ida e volta de São Paulo (Capital) a Londrina (Paraná) passe-se por cerca de 15 pedágios?! À luz da Bíblia o pobre deve ter seus direitos assegurados pela Justiça. Mais do que ignorar a Constituição da República Federativa do Brasil, os nossos magistrados prestam um desserviço à sociedade e pecam contra Deus quando vão de encontro à maior de todas as constituições – a Bíblia Sagrada. E em relação ao homossexualismo não é diferente.
À luz da Bíblia o homossexualismo também é pecado. Portanto, quando se reconhece a relação entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, e concede-se aos gays os mesmos direitos e deveres da união entre casais heterossexuais, alegando-se ainda que qualquer posição contrária a esse parecer é preconceito e discriminação, peca-se contra Deus.
Há uma distância monumental entre “moralidade” e “preconceito/discriminação”. Quando a Igreja, seja ela católica ou evangélica, se opõe ao homossexualismo, isso não quer dizer que ela seja contra a pessoa do homossexual. Qualquer entidade ou indivíduo que maltrate um gay, física ou moralmente, e o persiga por sua opção sexual, está cometendo um crime, pois o faz por preconceito e discriminação. A questão não é a pessoa. É o homossexualismo que condenamos porque ele é condenado por Deus como perversão sexual. Ninguém é mais ou menos digno por ter nascido homem ou mulher. Contudo, a opção homossexual é uma escolha indigna para o homem ou a mulher.
A Bíblia é muito clara quanto à questão do homossexualismo. Deus disse por intermédio de Moisés: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação” (Lv 18.22). Mais adiante o apóstolo Paulo diria: “... porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Rm 1.26,27). E ainda: “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros entrarão no Reino de Deus” (1Co 6.9,10 – NVI).
A sociedade brasileira, juntamente com seus representantes, deveria atentar sem demora para os valores defendidos por Deus na Bíblia. Homossexualismo é pecado. E pecado é tudo aquilo que vai de encontro à Lei de Deus.

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