sábado, 11 de junho de 2011

A melhor maneira de ensinar


Josivaldo de França Pereira

Estou plenamente convencido de que a melhor maneira de ensinar é interagindo com o aluno. Interação é a ação que se exerce mutuamente entre duas ou mais pessoas; é agir reciprocamente. Aula não é monólogo. A sobrevivência da classe e do professor depende, e muito, da participação do aluno. Costumo dizer aos meus alunos de escola bíblica que “a nossa aula” é feita 50% por mim e 50% por eles. Isso não significa que eu me preparo pela metade, e sim, que na elaboração de uma aula há espaço para eles também. 
Permita-me exemplificar. Em nossa classe procuramos levar os alunos a participarem naturalmente da aula com questionamentos e opiniões pessoais. Às vezes nem é preciso instigá-los diretamente. Sempre que um assunto é interessante aos ouvintes, eles se manifestam sem maiores dificuldades. Entretanto, ao perceber que a classe permanece calada há algum tempo, lanço algumas perguntas trazidas de casa e, daí em diante, tudo transcorre bem com a participação de todos.[1] E quando alguém quer falar além da conta, às vezes tentando sair do tema proposto (intencionalmente ou não), cuidadosamente procuramos retornar ao assunto, aproveitando uma pausa na fala dele e, assim, prosseguimos com o bom andamento da classe.
Os alunos se sentem importantes e valorizados quando participam das aulas. No nosso caso, eles perguntam, eu respondo, e vice-versa, com naturalidade, sem respostas prontas. Procuramos, ainda, fazer do momento de aula um ambiente gostoso e bem descontraído, sem perder a reverência.
Quanto ao conteúdo da matéria, expomos uma sequência de lições semanais, relacionadas umas às outras, estudadas na Bíblia. Os alunos também participam sugerindo temas de estudos. Pedimos à classe que leia, durante a semana, os textos bíblicos referentes ao tema que estamos estudando ou iremos estudar, responda algumas perguntas e traga suas dúvidas para a próxima aula. Além disso, os alunos são constantemente incentivados a lerem a Bíblia como um todo. Todos devem trazer papel e caneta para anotações.
Ademais, relacionamos as lições ao cotidiano deles, desafiando-os a praticar as verdades aprendidas. Avaliamos o êxito do trabalho verificando semanalmente a transformação em suas vidas, o que é deveras gratificante e compensador.
Professor, parta sempre do princípio de que ninguém é uma tábula rasa, na qual são impressas, progressivamente, imagens e informações, mas que todos, professores e alunos, têm potencial para fazer uma escola bíblica cada vez melhor.


[1] A aprendizagem é mais eficaz quando os alunos também falam. A interação professor/aluno é básica à comunicação e à aprendizagem. A interação ocorre quando professores e alunos se expressam diretamente e escutam, com atenção, o que os outros dizem. Os alunos apreciam, de verdade, o professor que desenvolve algumas técnicas ao liderar a interação na sala de aula.
O uso de perguntas é, provavelmente, o recurso mais importante para guiar o pensamento dos alunos e orientá-los na aprendizagem. As perguntas podem ser usadas por professores e alunos.
1)   Os professores podem fazer perguntas a toda classe, ou a um só aluno.
2)   Podem ser escritas numa folha como tarefa ou em testes.
3)   Podem ser usadas como parte de uma série de instruções.
4) Os alunos, também, podem fazer perguntas aos professores, e uns aos outros, e podem fazê-las para uso na própria pesquisa.
Além das muitas maneiras como as perguntas podem ser feitas, é possível combiná-las com uma ampla variedade de atividades e recursos. Cf. Donald Griggs, Manual do professor eficaz. 3a ed. São Paulo: Cultura Cristã, 1997, p. 75,6.

Nenhum comentário:

Postar um comentário