quarta-feira, 1 de junho de 2011

Enquanto orava


          Josivaldo de França Pereira


          Uma das passagens mais belas da Bíblia é aquela que fala do desfecho final da provação de Jó. Sem ressentimento no coração Jó intercedeu pelos amigos que tanto o acusaram. “Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra” (Jó 42.10).
Jó não terminou sua oração e, provavelmente, nem chegou a falar dele mesmo quando o Senhor começou a abençoá-lo. Muitas vezes Deus age em nós e por nós quando pensamos mais nos outros e “esquecemos” um pouco de nós mesmos. Jó tinha “razões” para olhar seu estado e fazer dele o tema central de sua oração. Podia chorar e lamentar, mas preferiu amar seus amigos ingratos e interceder por eles, conforme dissera o Senhor (Jó 42.7-9).
Jó é um grande exemplo de intercessor. Interceder é se colocar no lugar do outro e em oração sentir a dor dele, como ensinou o autor da carta aos Hebreus: “Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados” (Hb 13.3). E foi isso que Jó fez. Os amigos dele pecaram contra Deus, porém, o Senhor os perdoaria se Jó orasse por eles. Essa era a última prova de Jó e ele passou no teste antes de terminar sua oração. Deus aceitou a oração de Jó antes mesmo de terminá-la porque ele era um “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1.1,8; 2.3).
Às vezes não tocamos o coração de Deus nem quando terminamos nossas orações porque nos falta coração. Se no muito ou pouco falar faltar coração, nossas palavras serão como folhas secas jogadas ao vento que não chegam ao trono da graça.
O Senhor mudou a sorte de Jó quando este orava pelos seus amigos. Deus não despreza uma oração terna e cheia de amor.

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