sexta-feira, 1 de julho de 2011

Casamento Misto: uma reflexão bíblica


Josivaldo de França Pereira


Entende-se por casamento misto a união matrimonial de quem confessa verdadeiramente a Cristo como seu Senhor e Salvador com alguém que não professa a mesma fé.
Por esta razão, há várias exortações na Bíblia contra o casamento misto, como Êxodo 34.16; Deuteronômio 7.3,4; Josué 23.12,13; 1Reis 11.1-8; Esdras 9.1-3; Neemias 13.23-27; 1Coríntios 7.39, etc.
A Lei Mosaica não permitia aos israelitas casar-se com mulheres estrangeiras porque elas adoravam outros deuses. Duas louváveis exceções foram Rute e Raabe, porque se dispuseram a renunciar suas práticas e crenças para servirem o Deus vivo e verdadeiro (cf. Rt 1.15,16; Hb 11.31).
No Novo Testamento Paulo foi o que mais tratou acerca do referido tema. Ele tem prescrições para um casamento que se tornou misto (cf. 1Co 7.12-14), mas nenhuma recomendação positiva para um casamento que começaria misto. Para o apóstolo Paulo, casamento verdadeiramente abençoado é “somente no Senhor” (1Co 7.39).
Infelizmente, para alguns, casar-se “no Senhor” significa apenas receber a bênção matrimonial na igreja, ou algo parecido, independente de serem ambos os nubentes servos do Senhor. Casar-se no Senhor, no conceito paulino, é o oposto do que o casamento misto significa. A exemplo do Antigo Testamento, o apóstolo ensina que o servo de Deus deveria se casar somente com alguém que comungue a mesma fé e prática em Cristo Jesus (cf. 1Co 7).
A Confissão de Fé de Westminster observa que “é dever dos cristãos casar-se somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem devem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas” (CFW, XXIV, 3).
É dever de todo pastor instruir a igreja sobre casamento misto, declarando que a Escritura Sagrada é bastante precisa em salientar a inconveniência de tais matrimônios e, assim, tentar evitar os grandes perigos decorrentes dessas uniões.

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