terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ciência e Religião

Josivaldo de França Pereira

Há quem pense que Ciência e Religião são duas realidades totalmente incompatíveis. Elas não são incompatíveis nem mesmo parcialmente. “A Ciência e a Religião não são antagônicas, mas irmãs. Ambas procuram a verdade derradeira. A Ciência ajuda a revelar, de uma maneira mais acentuada, acerca do Criador, através de sua criação” (Gustave Le Bon).
Segundo Phillip Henry, “Quem pensa que pode haver um conflito entre Ciência e Religião deve ser muito incompetente em Ciência ou muito ignorante em Religião”.
Voltaire, um filósofo iluminista francês, afirmou: “Uma falsa Ciência faz com que nos tornemos ateus; mas a verdadeira Ciência prosta o ser humano diante da Divindade”. E Frances P. Cobbe complementou: “A Ciência é apenas um monte de fatos, não uma cadeia de verdades, se nos recusarmos a ligá-la ao trono de Deus”.
A Religião, na verdadeira concepção do termo, não é um conceito humano. Ela é essencialmente divina. A palavra “Religião” vem de uma contração latina (religare) que significa religar, ligar ou unir novamente, no caso o ser humano com sua origem divina perdida. A Religião é um dos fenômenos universais mais notáveis da vida humana, e a Ciência não tem como negar isso.
Embora a Religião seja, de modo geral, saudada como uma das maiores riquezas da humanidade, alguns a denunciam como um dos fatores mais perniciosos do mundo. Contudo, mesmo os seus grandes inimigos não lhe podem negar a significação suprema e a influência tremenda para a vida dos indivíduos e das nações. O próprio David Hume, que foi um cético e radical oponente do sobrenatural, disse certa vez: “Cuidado com as pessoas inteiramente vazias de Religião, e se de fato as achardes, ficai certos de que estão apenas alguns degraus afastadas dos brutos”.
Quero concluir este pequeno texto com duas declarações de um dos maiores cientistas de todos os tempos – Albert Einstein. Disse ele: “Todas as especulações mais refinadas no campo da ciência provêm de um profundo sentimento religioso; sem esse sentimento, elas seriam infrutíferas”. E ainda: “Chegamos assim a uma concepção de relação entre Ciência e Religião muito diferente da usual... Sustento que o sentimento religioso cósmico é a mais forte motivação da pesquisa científica”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário