sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Loucura de Nabucodonosor

(A mensagem de Daniel 4)

Josivaldo de França Pereira

O rei Nabucodonosor enlouqueceu. Sua loucura foi prevista um ano antes, após um sonho que ele teve. Ele sonhou com uma grande árvore que ia do meio da terra ao céu. A sua folhagem era formosa e seu fruto abundante. Abrigava debaixo dela várias espécies de animais e em sua copa diversos tipos de aves faziam morada. E todos os seres viventes se mantinham dela. A árvore que, no entanto, podia ser vista desde os confins da terra, foi cortada, ficando apenas a raiz e o tronco, atado com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo.
Nabucodonosor ficou muito perturbado com o sonho. Convocou magos, encantadores e feiticeiros, mas ninguém sabia a verdadeira interpretação do sonho. Até que o profeta Daniel revelou o significado, dizendo que a árvore era o rei e que, por um certo período de tempo, o reino seria tirado dele e o monarca pastaria no campo como um animal. Contudo, o governo seria devolvido a Nabucodonosor a partir do momento em que ele reconhecesse que o Senhor é Deus e tem domínio e poder sobre todos os reinos e os dá a quem quer.
Daniel se apressou em aconselhar o rei: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e põe termo, pela justiça, em teus pecados e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia para com os pobres; e talvez se prolongue a tua tranquilidade” (Dn 4.27). Entretanto, ao cabo de doze meses – como se esquecesse completamente da profecia de Daniel – passeando sobre o palácio real da cidade de Babilônia, “falou o rei e disse: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com o meu grandioso poder e para glória da minha majestade?” (Dn 4.30).
As muralhas e os jardins suspensos da Babilônia foram considerados uma das sete maravilhas do mundo antigo. Os jardins eram sequências de terraços, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura. As muralhas mediam cerca de 10 metros de altura e eram tão largas que davam espaço suficiente para a passagem de um automóvel, se naquela época tal coisa existisse. Hoje nada mais resta das muralhas e dos jardins suspensos da Babilônia.[1]
“Falava ainda o rei quando desceu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Já passou de ti o reino” (Dn 4.31). E a profecia se cumpriu. Tanto para humilhar quanto para honrar Nabucodonosor (Dn 4.32-36).
O capítulo 4 de Daniel foi praticamente escrito por Nabucodonosor. O objetivo do relato é bem claro: “O rei Nabucodonosor a todos os povos, nações e homens de todas as línguas, que habitam em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo. Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é reino sempiterno, e o seu domínio, de geração em geração” (Dn 4.1-3). E conclui: “Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalço e glorifico ao Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4.37).


[1] Cf. Valdomiro Rodrigues Vidal. Curiosidades. Vol. 1. 9ª ed. Rio de Janeiro: Conquista, 1964, p. 10-13; D. James Kennedy. Verdades que transformam. 2ª ed. São José dos Campos: Editora Fiel, 1986, p. 180-187; As profecias bíblicas: Babilônia. In: Evangelismo Explosivo. Edição Revisada. São Paulo: EE III Internacional no Brasil, 1989, p.109-114.

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