sábado, 3 de setembro de 2011

Natureza ou Criação?

Josivaldo de França Pereira

A Bíblia não se refere nenhuma vez à criação de Deus como natureza. Conquanto o cristão deva ter consciência e comprometimento com o meio ambiente, pois crê num Deus Criador, ele precisa estar atento para o que atualmente é denominado de “Natureza” ou “Mãe Natureza”. Terminologias que alguns cientistas, e leigos também, costumam usar para o que a Escritura Sagrada chama de criação. Isso significa que, para eles, natureza é algo que se cria, se mantém e existe por si só, além de sugerir que somos agentes estranhos e invasores do Planeta Terra. Muitos daqueles que defendem o ecossistema são ateus ou seguidores do Movimento Nova Era. Ou seja, não fazem o que fazem pelo planeta por amor a Deus e para glória dele.
Segundo Van Dyke, “os hebreus chamaram o mundo a seu redor de criação porque (1) acreditavam que ele era incapaz de existir por si mesmo e assim deveria ser sustentado por um Criador, e (2) eles viram a si mesmos como criaturas, coisas feitas e existentes com outras criaturas no mundo, todas para as finalidades e prazeres de Deus”.[1]
E ainda:
“Faríamos bem em cultivar e criar esse tipo de raciocínio novamente. Podemos começar sendo mais cuidadosos ao falarmos do mundo, rejeitando conscientemente a palavra natureza e utilizando deliberadamente a palavra criação. Esta simples mudança de linguagem faria uma grande diferença em nós. Chamar o mundo de criação implica reconhecer que ele (1) é criado por Deus, (2) existe para o prazer de Deus, (3) é sustentado por Deus e (4) inclui os humanos”.[2]
E mais:
“Falar dessa maneira também nos traz à memória algumas negações essenciais: (1) o mundo não criou a si próprio; (2) o mundo não existe para sua própria finalidade e prazer (nem nós); (3) o mundo não se sustenta; e (4) nós, como humanos, não somos separados dele mas parte dele. Que diferença uma pequena palavra pode fazer!”.[3]


[1] Fred Van Dyke, et al. A criação redimida: a base bíblica para a mordomia ecológica. São Paulo: Cultura Cristã, 1999, p. 48. Itálicos do autor.
[2] Idem, p. 49.
[3] Ibidem.

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