domingo, 8 de abril de 2012

A libertação de uma jovem adivinhadora e a salvação dos presos em Filipos

Josivaldo de França Pereira


Quando no outro dia Paulo e seus amigos seguiam para o lugar de oração, eis que saiu ao encontro deles "uma jovem possessa de espírito adivinhador" (At 16.16). Era uma escrava de Satanás e de seus senhores. Após perturbar por muitos dias os missionários do Senhor, Paulo, já indignado, expulsou o espírito maligno que nela havia. Isso bastou para que os senhores daquela jovem se juntassem e os lançassem no cárcere, mas não sem antes os levarem diante das autoridades e insuflarem o povo contra eles para que fossem açoitados.
Entretanto, se Satanás pensou que estivesse frustrando o plano de Deus naquela cidade, ele se enganou profundamente, pois jamais imaginaria que a obra de Deus naquele lugar estava apenas começando. É na prisão de Filipos que encontramos uma das mais belas cenas do testemunho cristão. "Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam" (At 16.25).
Paulo e Silas não somente glorificavam a Deus e se edificavam e fortaleciam a si mesmos orando e cantando, mas também davam bom testemunho, servindo como fonte de encorajamento para os presos que ouviam suas orações e hinos. O verbo grego epekroonto (3ª p. pl. imperf. médio de akouo [ouvir]) indica que enquanto os missionários oravam e cantavam hinos de louvores a Deus, por um período indefinido de tempo, os outros prisioneiros ouviam atenta e prazerosamente.
A atitude incomum de Paulo e Silas de orarem e cantarem louvores a Deus na prisão, estando acorrentados e machucados, e o terremoto súbito que abriu as portas do cárcere soltando as cadeias de todos, foram os meios utilizados pelo Espírito Santo para salvar aqueles prisioneiros. A prova de que eles realmente foram salvos está no fato de não terem fugido após o terremoto (At 16.28).

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