domingo, 8 de abril de 2012

A Missão em Filipos

Josivaldo de França Pereira


Do início ao fim do livro de Atos não é difícil perceber que o Espírito Santo é quem prepara o campo para receber a boa semente do evangelho. Somente pela atuação direta do Espírito é que a Palavra de Deus germina, cresce e frutifica. E é ele, o Espírito, que além de vocacionar, capacitar e enviar seus obreiros ao campo missionário, sai na frente e prepara com antecedência o coração daqueles que haverão de ouvir a pregação da Palavra. Um bom exemplo disso é o capítulo 16 de Atos.
O campo que o Espírito preparou para aquela ocasião não seria, por enquanto,[1] a província da Ásia e Bitínia que, a princípio, Paulo e seus companheiros tanto queriam ir. O objetivo do Espírito Santo era a Europa (At 16.9,10). E naquele momento, em especial, "Filipos, cidade da Macedônia, primeira do distrito, e colônia" (At 16.12).
O nome da cidade de Filipos é originário de Filipe, rei da Macedônia, que a conquistou dos tásios por volta do ano 356 a.C. Essa cidade tinha visto Alexandre, o Grande, filho de Filipe, marchar pelo seu caminho de conquistas bem sucedidas em 335 a.C. Passou para o controle de Roma em 167 a.C. Uma batalha na planície de Drama, na região da Macedônia, em 42 a.C., mudou a natureza do Império Romano quando Otávio e Antônio derrotaram Brutus e Cassius, os assassinos do imperador Júlio César. Otávio, que ficou conhecido como Augusto, derrotou mais tarde Antônio e Cleópatra, passando a assumir o controle absoluto do império. Veteranos dessa batalha, estabelecendo-se em Filipos, deram a ela o orgulho de uma colônia romana. Desfrutou de um governo próprio, da isenção do tributo ao imperador e seus cidadãos possuíam os mesmos direitos daqueles que viviam na capital do império. Os filipenses se vestiam como romanos, usavam a linguagem romana e seguiam a lei romana.
 Em Filipos, por ocasião da segunda viagem missionária por volta do ano 50 A.D., Paulo teria uma das experiências mais frutíferas de seu ministério. Ali nasceria uma igreja abençoada, sua "alegria e coroa", como ele mesmo diria mais tarde em sua epístola aos Filipenses (Fp 4.1).
A igreja de Filipos começa a partir de pessoas-chave no contexto da cidade, ou seja, a vendedora Lídia, a jovem possessa e o carcereiro.



[1] Que estas regiões (a província da Ásia e Bitínia) não seriam definitivamente preteridas pelo Espírito Santo, conclui-se de passagens como Atos 19.10 e 1Pedro 1.1.

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