sexta-feira, 1 de junho de 2012

Um Vaso de Bênção

Josivaldo de França Pereira


Uma das mais belas canções de nossa hinódia sacra é esta:

Quero ser um vaso de bênção, 
Sim, um vaso escolhido de Deus, 
Para as novas levar aos perdidos, 
Boas-novas que vêm lá dos céus. 

Faze-me vaso de Bênção, Senhor, 
Vaso que leve a mensagem de amor! 
Eis-me submisso, e ao teu serviço 
Eu me consagro, bendito Senhor! 

Quero ser um vaso de bênção, 
Para todos os dias fazer 
Os culpados, que vivem nas trevas, 
O perdão de Jesus conhecer. 

Quero ser um vaso de bênção, 
Sim, um vaso de bênção sem par, 
Anunciando que os crentes em Cristo 
Jubilosos nos céus hão de entrar. 

Para ser um vaso de bênção 
É mister uma vida real, 
Uma vida de fé e pureza, 
Revestida de amor divinal. Amém.
(H. G. Smith – Wm. E. Entzminger).

E assim como tantos outros hinos de nossa antologia, este também é uma versão inglesa: Make Me a Channel of Blessing. Curioso é que a palavra “channel”, que literalmente significa “canal”, foi traduzida por “vaso”. O problema é que na maioria das vezes quando se canta este hino a imagem que se deslumbra na mente é a de um vaso, como de flor, que recebe sua bênção (no caso a água) sempre em função de si mesma.
Na verdade, o tradutor queria que entendêssemos “vaso” como um tubo, um condutor, uma passagem para líquidos. O hino é extremamente missionário, do começo ao fim, ou seja, ele nos convida a passarmos adiante a bênção gloriosa que recebemos de Deus. O vaso, como um recipiente constantemente encharcado, mata a planta pelo excesso de água. Semelhantemente, o crente que só quer receber bênção para si terá sérias complicações em sua vida espiritual.
Tem crente que está espiritualmente gordo; obeso de tanto comer as bênçãos de Deus. Por mais jocoso e paradoxal que pareça ser, o crente espiritualmente volumoso não cresce e nem amadurece na vida cristã. Ele geralmente não gosta de missões porque missões significam entrega, doação, serviço em prol do outro. O ensino bíblico é: Quanto mais compartilharmos o que recebemos de Deus, mais seremos abençoados por ele. Nada que o Senhor nos dá tem em nós um fim em si mesmo.
Uma antiga ilustração diz o seguinte: Existem dois mares na Palestina. O mar da Galileia e o mar Morto. O mar Morto, como o próprio nome diz, não tem vida. Ele é tão salgado que nem os peixes conseguem sobrevir em suas águas. Suas margens são ressecadas e desérticas. Tudo isso porque o mar Morto represa para si mesmo as águas que vêm do rio Jordão. O mar da Galileia, por outro lado, é cheio de vida. Tem muitos peixes, suas margens são verdes e fartas. É que o mar da Galileia transfere para o rio Jordão a água que vem do monte Hermom.
Ser um canal/vaso de bênção é isto: passar adiante o que de mais maravilhoso temos recebido de Deus, isto é, o presente da vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. Portanto, sejamos vasos de bênção, no verdadeiro sentido da expressão!

Nenhum comentário:

Postar um comentário