domingo, 12 de agosto de 2012

Relatório de Observação Missionária

 Josivaldo de França Pereira

Há alguns anos visitei o bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, para elaborar um relatório de minhas observações e interpretações sobre a cultura japonesa naquela localidade, visando a melhor abordagem evangelística. Eis alguns apontamentos:
O bairro da Liberdade abriga a maior colônia oriental do Brasil. Foi fundado no final do século XIX.
Com a vinda de imigrantes para o Brasil, a partir de 1908, a população nipo-brasileira acabou formando a maior colônia do mundo de descendentes de japoneses.
Uma das primeiras coisas que notei em minha caminhada pelas principais vias da região – entre elas a Avenida Liberdade e a Rua Galvão Bueno – é que a colônia japonesa não é um gueto.
Não é um reduto somente para os japoneses e seus descendentes, como se vê em países como os Estados Unidos e Inglaterra.
Os brasileiros caminham livremente pelas ruas e são respeitados pela colônia.
Há turistas japoneses no local, daí a importância de se admitir recepcionistas que fale japonês, conforme se exigia num cartaz de uma das lojas.
O comércio é forte e bastante variado na Liberdade.
As cores preta e vermelha predominam nas lojas e restaurantes.
Vendem-se principalmente roupas, comidas típicas e objetos religiosos no bairro.
Nota-se que também existem artigos chineses vendidos nesses estabelecimentos japoneses.
Há também um pequeno comércio chinês e coreano no bairro da Liberdade.
Como abordar, em especial e evangelisticamente, os japoneses do bairro da Liberdade?
Os japoneses são desconfiados por natureza, por isso, um fator fundamental de aproximação é conquistar a confiança deles pela amizade. É o que abrirá a porta para a apresentação do evangelho. Vi que as Testemunhas de Jeová já estão lá, atuando diariamente, e com gente da própria cultura nipônica.
O bairro da Liberdade é um vasto, fértil e promissor campo missionário.

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