sábado, 5 de outubro de 2013

Scriptura Scripturae interpres

Josivaldo de França Pereira

Um dos princípios defendidos pelos reformadores do século XVI é que a Scriptura Scripturae interpres, isto é, a Palavra de Deus é um todo orgânico, no qual as partes se relacionam e todas se subordinam à revelação de Deus e que, em última análise, a Escritura é a intérprete da Escritura. Esse é um princípio correto e bíblico. Por exemplo: Quando Davi diz acerca de Amasa: “Não és tu meu osso e minha carne?” (2Sm 19.13), descobrimos com a leitura de 1Crônicas 2.13-17 que Amasa era sobrinho de Davi, filho de sua irmã Abigail. E quando Paulo afirma em 2Tessalonicenses 3.2 que “a fé não é de todos”, e quase inevitavelmente perguntamos: “Por que não?”, a resposta está em Tito 1.1.
Pouco mais de um século depois da Reforma Protestante, esse princípio foi apreciado e defendido pela Assembleia de Westminster:

A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.[1]

Os reformadores sustentavam, ainda, que a Bíblia é a inspirada Palavra de Deus (cf. 2Tm 3.16,17; 2Pe 1.20,21). Por “inspiração” entendiam que a influência sobrenatural do Espírito Santo sobre os escritores sagrados, em virtude da qual seus escritos obtiveram veracidade divina, constitui-se suficiente e infalível regra de fé e prática. Consideravam a Bíblia a mais alta autoridade e a corte final de apelação em todas as questões teológicas, sendo o Espírito Santo o Juiz Supremo falando na Escritura.
João Calvino – o exegeta da Reforma e teólogo do Espírito Santo, que comentou quase todos os livros da Bíblia, e até hoje é reconhecido seu valor - entendia como “primeiro dever de um intérprete, permitir que o autor diga o que realmente diz, ao invés de lhe atribuir o que pensamos que devia dizer”.[2] Além disso, “Calvino resgatou alguns aspectos da doutrina do Espírito Santo que estavam soterrados debaixo da teologia medieval da igreja católica romana, como por exemplo, a relação entre a Palavra e o Espírito”.[3] Para ele nenhuma pessoa poderia interpretar corretamente as Escrituras sem a ação iluminadora do Espírito Santo através da própria Palavra. “O ponto central de Calvino era que o Espírito fala pelas Escrituras”.[4] Hoje, esse mesmo pensamento é ratificado por aqueles que, verdadeiramente, creem que as Escrituras Sagradas são a Palavra de Deus e a única regra de fé e prática dada por Deus à sua Igreja.
Pode-se dizer, sem exagero algum, que a interpretação da Bíblia divide-se em antes e depois de Calvino. Segundo Hughes, a exposição bíblica de Calvino representa uma surpreendente e completa ruptura com o método alegórico retorcido e complicado de exposição dos eruditos escolásticos.[5] Calvino interpretou a Escritura de acordo com sua ideia principal, direta e de sentido natural.[6]
Conquanto os reformadores preferissem uma leitura literal das Escrituras, eles estavam perfeitamente conscientes de que determinados textos seriam mais bem interpretados como sendo figurados e simbólicos. Um exemplo são os textos referentes à ceia do Senhor. Os reformadores rejeitaram a interpretação literal da expressão “isto é o meu corpo; isto é o meu sangue”.[7] Do mesmo modo, várias passagens do livro de Apocalipse requerem uma interpretação figurada e simbólica do texto bíblico.[8]


Bibliografia selecionada

ALMEIDA, Antonio. Manual de hermenêutica sagrada. 2ª ed. São Paulo: CEP, 1985.
BERKHOF, Louis. Princípios de interpretação bíblica. 3ª ed. Rio de Janeiro: Juerp, 1985.
CARSON, D. A. Os perigos da interpretação bíblica. São Paulo: Vida Nova, 2005.
FEE, Gordon D.; STUART, Douglas. Entendes o que lês?. São Paulo: Vida Nova, 1984.
LOPES, Augustus Nicodemus. A Bíblia e seus intérpretes. Cultura Cristã, 2004.




[1] Confissão de Fé de Westminster, I, 9.
[2] Citado por Berkhof, Princípios de interpretação bíblica, 3ª ed. Rio de janeiro: Juerp, 1985, p. 30.
[3] Agustus Nicodemus Lopes, Calvino, o teólogo do Espírito Santo. São Paulo: PES, S/d, p. 5.
[4] Idem, p. 13. (Itálico do autor).
[5] Philip E. Hughes, La pluma del profeta. In: Juan Calvino, profeta contemporáneo. Grand Rapids: Baker Book House, 1990, p. 94.
[6] Na exposição de 2Coríntios 3.6, Calvino explica porque rejeitou o método alegórico de interpretação em favor da ênfase no sentido literal, gramático-histórico do texto. Veja também Berkhof, op. cit., p. 28-31; Augustus Nicodemus Lopes, A Bíblia e seus intérpretes. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 159-167.
[7] Cf. Lopes, op. cit., p. 166,67.
[8] Cf. Simon Kistemaker, Comentário do Novo Testamento: Apocalipse. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 24-31.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Bíblia, Ciência e Religião

Josivaldo de França Pereira

 
Não existe oposição alguma entre a Bíblia e a verdadeira ciência. “A Ciência precisamente estabelecida e a Bíblia corretamente interpretada nunca cairão em contradição” (Adauto Lourenço). Somente quando hipóteses e teorias não provadas cientificamente são apresentadas como se fossem Ciência e, principalmente, seguem na contramão do que a Palavra de Deus ensina, é preciso que elas sejam descartadas. Exemplos clássicos são as teorias da evolução de Charles Darwin e do Big Bang, difundida por Carl Sagan.
Vale ressaltar que a Bíblia não deve ser tomada como se fosse um tratado científico. Ela antecede a ciência moderna e, por isso, tem uma linguagem própria, comum, não-técnica. É o caso de Josué 10.12-14. Durante a batalha contra cinco reis dos amorreus, Deus deu a Israel o poder de vencer seus inimigos. Como os exércitos dos amorreus fugiam de Israel, Josué pediu ao Senhor que fizesse com que o sol e a lua parassem. Assim eles poderiam ter luz do dia suficiente para completar a destruição de seus inimigos. “E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos... O sol, pois, se deteve no meio do céu e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro” (Js 10.13).
Como o sol poderia ficar parado no céu quase um dia inteiro? Na verdade não foi o sol que parou. Isso é o que aparentou ser aos olhos de quem observava da terra. A intervenção divina foi no planeta terra, em seu movimento de rotação, isto é, o movimento giratório de 24h que a terra realiza ao redor do seu eixo. Norman Geisler e Thomas Howe destacam: “As Escrituras foram escritas em tempos antigos, com padrões antigos, e seria algo anacrônico impor sobre elas padrões científicos modernos. Contudo, não é menos científico falar que ‘o sol se deteve’ (Js 10.13) do que se referir ao ‘nascer do sol’ (Js 1.15). Ainda hoje os meteorologistas mencionam todo dia sobre a hora do ‘nascer’ e do ‘pôr-do-sol’”.
Pelo fato de não conhecer as Escrituras e nem o poder de Deus, o tribunal da Inquisição condenou Galileu Galilei no século XVI por defender a concepção heliocêntrica do sistema solar, em oposição ao geocentrismo ptolomaico – que considerava a terra o centro estático do universo, em volta da qual giravam planetas e estrelas – favorecido pela doutrina oficial da Igreja Católica.  Galileu, um dos criadores da Ciência moderna, tornou-se prisioneiro da Inquisição por ter dito que a terra girava em torno do sol. Essa tese era considerada contrária às Sagradas Escrituras, e o cientista foi condenado à prisão domiciliar perpétua.
Conquanto a Bíblia não seja um livro científico, ela tem dado contribuições significativas à Ciência. Por exemplo: Ptolomeu (séc. II A. D.) provou cientificamente que a terra é redonda, no entanto, cerca de 800 anos antes de Cristo o profeta Isaías disse: “Ele (Deus) é o que está assentado sobre a redondeza da terra...” (Is 40.22).[1] A descoberta da impressão digital no século XIX se deu com a leitura de Jó 37.7: “Ele sela as mãos de todo o homem...” (ARC).
A Ciência só será contrária à Bíblia se for uma falsa ciência. A Bíblia, por sua vez, jamais se oporá a um avanço científico que glorifique o nome de Deus.
Há quem pense, ainda, que Ciência e Religião são duas realidades totalmente incompatíveis. Elas não são incompatíveis nem mesmo parcialmente. “A Ciência e a Religião não são antagônicas, mas irmãs. Ambas procuram a verdade derradeira. A Ciência ajuda a revelar, de uma maneira mais acentuada, acerca do Criador, através de sua criação” (Gustave Le Bon).
Segundo Phillip Henry, “Quem pensa que pode haver um conflito entre Ciência e Religião deve ser muito incompetente em Ciência ou muito ignorante em Religião”.
Voltaire, um filósofo iluminista francês, afirmou: “Uma falsa ciência faz com que nos tornemos ateus; mas a verdadeira ciência prosta o ser humano diante da Divindade”. E Frances P. Cobbe complementou: “A Ciência é apenas um monte de fatos, não uma cadeia de verdades, se nos recusarmos a ligá-la ao trono de Deus”.
A Religião, na verdadeira concepção do termo, não é um conceito humano. Ela é essencialmente divina. A palavra “Religião” vem de uma contração latina (religare) que significa religar, ligar ou unir novamente, no caso o ser humano com sua origem divina perdida. A Religião é um dos fenômenos universais mais notáveis da vida humana, e a Ciência não tem como negar isso.
Comentando o texto de Eclesiastes 3.11, que afirma ter Deus colocado a eternidade no coração do homem, Miguel Rizzo destacou: “Por que será que colocou Deus a aspiração do infinito na alma humana? Naturalmente para que o homem não se degrade, levado por instintos que podem prendê-lo apenas à materialidade das coisas que passam”.
A necessidade de re-ligações com o divino é um dos fenômenos mais notáveis da vida humana. Os missionários testemunham a presença religiosa, de um modo ou de outro, entre todas as nações e tribos da terra. O ser humano tem sido descrito como “incuravelmente religioso”. Essa é apenas outra maneira de dizer que a espiritualidade é um fenômeno universal. Toda tentativa para extirpar a religiosidade do coração humano tem sido inútil. Até mesmo o filósofo e historiador escocês David Hume, famoso por seu ceticismo e oposição ao sobrenatural, disse certa vez: “Cuidado com as pessoas inteiramente vazias de Religião, e se de fato as achardes, ficai certos de que estão somente a alguns degraus afastadas dos brutos”.
Apesar da entrada do pecado no mundo, ainda existe muito de Deus no ser humano. O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança do Senhor. Essa imagem foi maculada pelo pecado, mas não anulada. Por isso, a alma do ser humano reclama pelo religare, a re-ligação humana com sua origem divina.
Quero concluir este capítulo com duas declarações de um dos maiores cientistas de todos os tempos – Albert Einstein. Disse ele: “Todas as especulações mais refinadas no campo da ciência provêm de um profundo sentimento religioso; sem esse sentimento, elas seriam infrutíferas”. E ainda: “Chegamos assim a uma concepção de relação entre Ciência e Religião muito diferente da usual... Sustento que o sentimento religioso cósmico é a mais forte motivação da pesquisa científica”.






[1] A ARC diz: “Ele é o que está assentado sobre o globo da terra”.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Fé Cristã e Evolucionismo

Josivaldo de França Pereira


Evolucionismo e fé cristã são incompatíveis. São como água e óleo, não se misturam jamais. Com isso não estou dizendo que um evolucionista não possa ser amigo de um cristão e vice-versa.[1] Estou dizendo que os conceitos e ideias evolucionistas e cristãos sobre a origem do ser humano, em especial, são tão distintos um do outro que é impossível um consenso ou meio termo entre a fé cristã e o evolucionismo. Não estou afirmando, também, que o homem não evolua científica e tecnologicamente. A Bíblia reconhece que a ciência, ou conhecimento humano, se multiplicaria (Dn 12.4). É com essa capacidade que o ser humano evolui nas artes, nas letras, nas ciências e em todos os aspectos da vida. 
Entre os animais também existem fatos de surpreendente beleza e sabedoria. Veja, por exemplo, a engenharia das abelhas. Elas constroem os favos, excelente obra de arte, onde armazenam o mel. No entanto, é somente isso que elas fazem e sempre do mesmo jeito durante milhares de anos. De igual forma, todos os outros animais em suas respectivas atividades. O homem e a mulher são diferentes. Sua inteligência os leva a criar novas condições de vida, a aperfeiçoar seus métodos e evoluir em seus inventos.
Contudo, se tomarmos como exemplo a origem das espécies (e eu não me refiro especificamente ao livro de Charles Darwin), o que evolucionismo e fé cristã entendem por origem da raça humana é totalmente desproporcional. Afirmar que o ser humano evoluiu de um primata[2] é negar o relato bíblico da criação, ou seja, que Deus criou o homem do pó da terra e a mulher de uma costela deste. Além disso, a Bíblia é muito clara quando diz que “uma é a carne dos homens, outra, a dos animais” (1Co 15.39). E mais: As aves de Gênesis 1, que aparecem no sexto dia da criação, não poderiam ser descendentes dos répteis que também surgiram no sexto dia; e se as criaturas marítimas do quinto dia incluíam animais mamíferos, então eles não poderiam ter como ancestrais os mamíferos terrestres, criados no sexto dia.
Via de regra, para a ciência, uma teoria é uma hipótese definitivamente comprovada. Mas não é sempre assim. Conquanto possamos dizer que a teoria da relatividade de Einstein seja uma teoria definitivamente comprovada, o mesmo não se pode dizer em relação à teoria da evolução. E por que não? Simplesmente porque a teoria da evolução (além de muita coisa não comprovada cientificamente por ela mesma) esbarra na veracidade do relato bíblico acerca da criação.
Ainda que Darwin não fosse ateu, o darwinismo hoje é essencialmente ateísta porque é condizente com sua ideologia. Não há como ser cristão e evolucionista ao mesmo tempo. O evolucionismo nega a existência do Deus Criador. Não tem como ser evolucionista e crer verdadeiramente em Deus. Quando Darwin publicou suas pesquisas, achou-se que por fim havia encontrado a chave do processo, porém, com o passar do tempo descobriu-se que a chave não servia na fechadura.
Nós vivemos num mundo incrédulo e materialista. Aceitar a obra da criação como se está na Bíblia é uma questão de fé na existência, poder e palavra de Deus. “Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das cousas que não aparecem” (Hb 11.3).
O escritor aos Hebreus reconhece que a aceitação de um ato criador especialmente de Deus é possível somente pela fé. Além disso, o estudo da criação do universo é de grande importância para nossa fé porque (1) responde às indagações da mente inquiridora, por mais profundas que sejam. Enquanto muitos estão a se martirizar porque não conseguem responder ao que chamam de grande indagação: “De onde vim?”, o crente no Deus Criador é privilegiado porque não apenas sabe sua origem como também o seu fim (cf. Jo 11.25,26), e (2) coloca-o diante de um Poder Infinito e de uma Inteligência sem limites, o Ser Supremo que é o objeto de nossa fé. Deus permite que seu poder, divindade e glória se manifestem em sua criação com tanta nitidez que se tornam indesculpáveis aqueles que não querem “ver” o Criador na criação (Rm 1.20).
Diante de teorias que negam o Deus Criador, mais do que nunca os pais devem ensinar os filhos e os filhos aprenderem dos pais a verdadeira história da criação que se acha registrada nos capítulos 1 e 2 do Livro de Gênesis.




[1] Um bom exemplo de amizade entre um evolucionista e um criacionista é a do botânico Matthias Schleiden (evolucionista) e do fisiologista Theodor Schwann (criacionista). Eram grandes amigos e mantiveram essa estreita amizade ao longo da vida. Juntos descobriram no século XIX que plantas e animais são formados de células – a teoria celular, fundamental para a biologia.
[2] Por muito tempo os evolucionistas pensaram que o homem descendesse dos grandes macacos. Atualmente eles dizem que o homem, o chimpanzé e o gorila derivam, cada um separadamente, de um grupo de primatas que habitavam a Eurásia e África milhões de anos atrás; porém, na prática tal conceito não modifica em quase nada o anterior.  

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A escola dominical e a responsabilidade da igreja toda

Josivaldo de França Pereira

Assumir responsabilidades não é uma tarefa que todos desejam, não é mesmo? Transferir a responsabilidade individual para outro (ou outros) é a coisa mais fácil de fazer, porém, nem sempre é a melhor saída ou a decisão mais inteligente. Eis a razão porque tratamos, primeiramente, das responsabilidades individuais: do aluno, do professor, dos pais, do superintendente e do pastor. Você, eu, ou seja, cada um de nós é responsável pela boa ou má atuação de nossa escola dominical. Se cada um fizer a sua parte como bom aluno, bom professor, bons pais, bom superintendente e bom pastor, a igreja toda sai beneficiada. Para isso, é necessário que a escola dominical seja encarada por toda igreja como uma responsabilidade da igreja toda.
A igreja é o corpo místico de Cristo, formado por diversos membros que precisam interagir mutuamente. Quando alguma coisa não vai bem na igreja é preciso união, espírito de equipe e determinação para se obter a solução do problema, a fim de que juntos possam, também, desfrutar da conquista dessa solução. Paulo diz aos coríntios que se apenas um membro do corpo sofre, todo corpo padece com ele; semelhantemente, se um deles é honrado, todo corpo se alegra (cf. 1Co 12.26). Quer dizer, de acordo com o ensino bíblico, o que é do interesse de um, deve ser do interesse de todos e vice-versa. Não deve haver divisão no corpo, “pelo contrário, cooperem os membros com igual cuidado em favor uns dos outros” (1Co 12.25). Do mesmo modo, não se pode ter uma boa escola dominical se ela não for para todos e do interesse de todos. É importante ponderarmos nisso para que a escola dominical caminhe bem, isto é, com resultados que possam ser vistos muito além das manhãs de domingo.
De que maneira a escola dominical ajuda a igreja? Justamente quando todos participam do processo de ensino-aprendizagem. Sherron George diz acertadamente: “O ministério de ensino envolve a igreja toda. Não são apenas alguns membros da igreja que participam do processo educativo, mas a igreja toda. Todos ensinam de uma forma ou de outra, e todos aprendem.”
Escrevendo aos efésios, Paulo diz: “Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (Ef 4.15,16). Observe que Paulo ensina que o crescimento e cooperação de cada junta, ou cada membro, promove a edificação de “todo o corpo”. O verbo “cresçamos” sugere crescimento corpóreo. Seguindo a verdade em amor o povo de Deus cresce, amadurece e se fortalece mutuamente para a glória de Deus. E para todas essas coisas a escola dominical irá, com certeza, ajudar bastante a igreja.
A escola bíblica dominical é uma bênção de Deus e uma responsabilidade nossa. A saúde de uma igreja depende muito do valor e da importância que ela dá à escola dominical. Quando a igreja toda assume a responsabilidade de fazer uma escola dominical cada vez melhor, quem sai ganhando é a própria igreja. 
Vale a pena investir na escola bíblica dominical!



sábado, 1 de junho de 2013

A escola dominical e a responsabilidade do pastor

Josivaldo de França Pereira

Como ministro do evangelho, sei que não são poucas e nem pequenas as responsabilidades do pastor. Comecemos com algumas de suas atribuições. Compete ao pastor: orar com o rebanho e por este; apascentá-lo na doutrina cristã; exercer as suas funções com zelo; orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus; prestar assistência pastoral; instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos e desviados; governar (cf. CI/IPB Art. 36).
Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor, o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. O zelo e a responsabilidade doutrinários do pastor tornam-no, necessariamente, ligado à escola dominical. Ele é o superintendente ex-officio da escola dominical. Por isso mesmo, ao pastor nunca, jamais deve faltar a informação necessária acerca do que está sendo ensinado na escola dominical. Para tanto, o superintendente deve ser seu maior aliado. Um verdadeiro braço direito na condução da igreja. O superintendente que não estiver disposto a andar com o seu pastor não conseguirá promover a paz e a unidade no corpo de Cristo. Enfim, o pastor precisa saber o quê os professores ensinam ao seu rebanho, quem ensina e como ensina.  Essas informações ele adquirirá, primeiramente, com o superintendente e através das constantes reuniões com o conselho ou diretoria de ensino.
 O pastor deve ser um verdadeiro conselheiro no meio de seus auxiliadores. Diálogo é fundamental. É imprescindível que o pastor e a liderança da escola dominical falem uma só língua e se ajudem mutuamente, conforme recomenda Paulo em 1Coríntios 1.10: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no parecer”. A escola dominical agradece!
Ademais, pela experiência e formação pastoral que tem, o pastor precisa estar atento às carências de seus professores e superintendente. Ele deve zelar pelo aprimoramento de sua escola dominical, investindo pesado em sua liderança. Precisa indicar e sugerir bons livros, mostrando a importância e o valor da leitura. Também, é necessário que o pastor incentive a sua liderança a participar de/e a promover eventos educacionais.
Além disso, é necessário que o pastor tenha propósitos permanentes e bem definidos para a escola dominical. Quais devem ser os objetivos do pastor para a escola bíblica dominical? São basicamente estes: (1) promover a edificação da igreja na Palavra para o serviço, (2) ganhar vidas para Cristo e discipulá-las, e (3) formar líderes capacitadores.




A escola dominical e a responsabilidade do superintendente

Josivaldo de França Pereira

O superintendente é muito mais do que aquela pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de datas e eventos especiais. O superintendente ou diretor(a) da EBD é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade, visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.
Antes de tudo, o superintendente deve ser alguém verdadeiramente comprometido com Deus e a igreja. Deve ser exemplo dos fiéis, não neófito, mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mínimo, todo crente e, principalmente, aqueles que receberam a graça da liderança, a saber: pastor, presbítero, diácono, superintendente, professor, etc.
Além disso, o superintendente deve ser uma pessoa preparada academicamente. Por “academicamente” quero dizer que o superintendente não precisa, necessariamente, ser um expert em educação cristã, porém, ele precisa ter noção do que a educação cristã significa e representa. Afinal de contas, é com professores que o superintendente está lidando e é a qualidade do ensino que ele estará supervisionando. Pensando nisso, um experiente diretor de escola dominical escreveu aos superintendentes: “Os seus professores ensinam com qualidade? Ou estão se repetindo diante da classe? Preparam devidamente a lição, ou já se acostumaram aos improvisos?”. E ainda: “Que os seus professores não se contentem com o preparo já conseguido. Incentive-os a ler, a estudar, a pesquisar, a descobrir novas metodologias, a se tornarem especialistas não apenas no currículo e na aula a ser ministrada, como também na pedagogia e na didática”.
Como dissemos a pouco, o superintendente não precisa ser um especialista, mas é necessário que tenha algum conhecimento pedagógico. Se tiver experiência como professor, melhor ainda. Some-se a isso a visão do superintendente. Se o superintendente pensar administrativa e pedagogicamente, o que é ideal, ele não apenas saberá conduzir a igreja bem, no sentido de unidade de propósitos, mas também zelará pelo aperfeiçoamento de seus professores. Promoverá encontros, congressos e uma série de eventos que ajudarão na formação e reciclagem dos professores. O superintendente é o carro-chefe da escola dominical que, em comum acordo com o pastor, melhorará a escola quando melhorar seus professores. Quando se investe na liderança da escola dominical a igreja toda sai ganhando!
Por último, mas não menos significativo, o superintendente precisa ser dinâmico, a fim de dinamizar sua escola dominical. Para isso ele tem que se atualizar e se inteirar do trabalho de outros superintendentes. Deve ser uma pessoa inovadora, com ideias saudáveis, que revigorem a escola dominical. Eu acredito na escola dominical porque, como dissemos no início deste capítulo, é uma bênção de Deus e por isso deu certo. Entretanto, a escola dominical precisa passar por um processo constante de revitalização. Meu irmão superintendente, torne a sua escola dominical dinâmica, criativa, bíblica e funcional. Algo que dá gosto de ver e participar. Promova, juntamente com seu pastor e professores, o vigor e a saúde da escola dominical através da motivação de seus alunos. Evite a rotina, a monotonia e aquela mesmice insuportável. As aulas da escola dominical devem ser prazerosas. Da criança ao adulto que levantam cedo para ir à igreja, a escola dominical deve ser algo que valha a pena por causa do conteúdo e didática do ensino e (por que não?) por causa do agradável local de estudo. Olhe com carinho para tudo isso e Deus, com certeza, o recompensará.




quarta-feira, 8 de maio de 2013

A escola dominical e a responsabilidade dos pais

Josivaldo de França Pereira

 
A responsabilidade dos pais crentes com a escola dominical é dupla. Em primeiro lugar, os pais precisam ser assíduos e frequentes na escola dominical. Os pais que vão somente aos cultos, achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema, certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível, pois, afinal de contas, nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos.
Em segundo lugar, os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial, visto que está diretamente relacionado ao anterior. Portanto, vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado, porque todos precisam aprender mais e mais das verdades do Senhor; por outro lado, por causa dos filhos. Perdoe-me a batida na mesma tecla, mas isso é importante. Os filhos desejam e precisam ver nos pais a seriedade no trato com a escola dominical. E isso, por si só, deve ser motivo de reflexão para os pais, pois os pais precisam, pela vida e pela palavra, mostrar aos filhos que a escola dominical é um importante veículo de crescimento espiritual.
Geralmente as crianças não apreciam levantar cedo para ir à escola dominical. Boa parte delas já faz isso durante a semana. Porém, os pais devem passar para os filhos que a escola de domingo também é especial por uma série de razões. Erra o pai ou a mãe que acha que não deve levar sua criança à escola dominical, apenas porque ela está cansada por estudar durante a semana, ou porque brincou demais no sábado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. Esse é um tipo de compaixão que não procede. É nessa hora que os pais, amigavelmente, devem mostrar aos filhos que a escola dominical é especial para toda a família.
Lembro-me de um fato ocorrido em uma igreja da qual fui pastor. Quando perguntei a uma querida irmã porque não trouxe o filho, que na época devia ter cinco ou seis anos de idade, ela me respondeu: “Ele não quis vir”. Eu não sei como está ou por onde anda aquele que agora é um homem feito. Receio que ele tenha seguido o caminho de seus irmãos mais velhos, que abandonaram a igreja porque a mãe, comodamente, aceitava o fato de que eles não quiseram vir.
Papai e mamãe levem seus filhos à escola dominical, tenham eles vontade ou não. Cumpram as suas responsabilidades como um dia prometeram a Deus quando levaram seus filhos para serem batizados ou apresentados perante a igreja, pois, como no caso daquela mãe, amanhã poderá ser tarde demais para chorar o que poderia ser evitado hoje. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A escola dominical e a responsabilidade do professor

Josivaldo de França Pereira
 
O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha por alcançá-la. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: “...o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7). Paulo recomenda àquele que ensina uma dedicação total nesse ministério. Dedicação que resultará num progresso constante do professor, quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos, quer seja em relação à sua própria vida cristã.
O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz, como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. Fazer pesquisas de última hora e preparar a lição às pressas nunca dá certo. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor, ele não apenas desrespeita seus alunos como peca contra Deus.
Além de viver o que ensina, o professor também precisa conhecer os seus alunos, a fim de saber o quê e como ensiná-los, ou seja, suas características físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais.
Quanto ao preparo e à exposição da aula propriamente, os editores dos Estudos Bíblicos Didaquê apresentam sugestões preciosas que podem ajudar bastante os professores da escola dominical. Com ligeiras adaptações passo a transcrevê-las:     
. Utilizar sempre a Bíblia como referencial absoluto;
. Elaborar pesquisas e anotações, buscando noutras fontes subsídios para a complementação das lições;
. Planejar a ministração das aulas, relacionando-as entre si para que haja coerência e se evite a antecipação da matéria;
. Evitar o distanciamento do assunto proposto na lição;
. Dinamizar a aula sem monopolizar a palavra, oferecendo respostas prontas;
. Relacionar as mensagens ao cotidiano dos alunos, desafiando-os a praticar as verdades aprendidas;
. No final da aula despertar os alunos quanto ao próximo assunto a ser estudado, mostrando-lhes a possibilidade de aprenderem coisas novas e incentivando-os a estudar durante a semana;
. Depender sempre da iluminação do Espírito Santo, orando, estudando e colocando-se diante de Deus como instrumento para a instrução de outros;
. Verificar a transformação na vida dos alunos, a fim de avaliar o êxito de seu trabalho.
Duas coisas, pelo menos, têm levado algumas pessoas a perderem o interesse pela escola dominical hoje em dia, isto é, a pouca criatividade do professor e, consequentemente, a falta de dinamismo nas aulas. Professor, faça de sua aula algo interessante; seja criativo, invista tempo nisso. Criatividade e dinamismo são, em boa parte, o segredo do sucesso do professor eficaz.
É necessário que o professor da escola dominical veja seu trabalho como o ministério que Deus lhe deu e que, por isso mesmo, precisa ser realizado da melhor maneira possível. “... o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7).

A escola dominical e a responsabilidade do aluno

Josivaldo de França Pereira

O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes de respondermos essas perguntas é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos, especificamente, a um ser extraordinário: brilhante, gênio, super intelectual. Não, o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim? Ele é dedicado: Assíduo, pontual, responsável. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente “estou aqui”, “cheguei” ou “agora o superintendente não vai pegar no meu pé”. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. Lê sua Bíblia e faz a tarefa de casa; anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar na sala de aula.
É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana. Alguns vão sem Bíblia e sem a lição, não é mesmo? E olha que eu não estou falando dos pequeninos não! Às vezes, eu me ponho a pensar: “O que alguém que não traz Bíblia, revista, papel e caneta, que não estuda em casa e etc., vem fazer na escola dominical?”. Aprender? Acho difícil. Não se pode aprender adequadamente quando o básico é negligenciado.
De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor, numa sala de aula, depende de seus alunos. É o que eu costumo dizer aos meus alunos, sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim.
Quando o aluno não se prepara em casa, conforme já mencionamos acima, ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. Contribuindo, ganha o aluno, a classe e o professor também. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer “pecado”) da negligência semanal. É preciso que você, aluno, reverta esse quadro se, porventura, está sendo negligente; pois quantas vezes a culpa de uma aula mal dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado é outro? É claro que o professor tem suas responsabilidades, como veremos na próxima pastoral, mas nenhum professor, a menos que esteja doido, teria coragem de se colocar diante de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado.
Seja professor, ou seja aluno, ambos devem fazer tudo para a honra e glória de Deus.

quinta-feira, 28 de março de 2013

O clamor missionário do inferno

(Lucas 16.19-31)

Josivaldo de França Pereira


 
O tema desta pastoral é meio tenebroso, mas é bíblico. Se você ler atentamente Lucas 16.19-31 vai encontrá-lo na história do rico e do mendigo Lázaro, contada por Jesus. Acerca do rico “Não se diz que cometeu qualquer pecado grave, mas vivia exclusivamente para si. Nisso se achava a sua condenação” (Leon Morris). Lázaro, um homem esquecido, entretanto, lembrado por Deus, é a única personagem bíblica que recebe um nome nas parábolas de Jesus.
Para o rico, os bens tinham sido púrpura e linho fino, festas e folguedos diários (Lc 16.19). Escolhera o que quisera como suas coisas boas e agora teria que ficar com sua escolha (Lc 16.25). Lázaro tinha recebido os males (Lc 16.20,21,25).
Morreram Lázaro e o rico. O primeiro foi para o céu, ao seio de Abraão (segundo Antony Hoekema, "um lugar ou condição de existência feliz"), enquanto o outro seguiu para o inferno (Lc 16.22). No inferno o rico clamou por misericórdia em seu favor, porém, não obteve compaixão porque no inferno acabam-se todas as oportunidades que se deixam passar nesta vida (Lc 16.23-26; cf. Hb 9.27; Tg 2.13). O auge do desespero do rico é quando ele pede a Abraão que mande Lázaro evangelizar sua casa paterna.
“Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento” (Lc 16.27,28).
A resposta de Abraão é tremenda. “Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos” (Lc 16.29), ou seja, eles têm a Bíblia. É a Palavra de Deus que contém toda verdade necessária para a salvação. “Há uma implicação de que a situação desagradável do rico não se devia às suas riquezas (afinal das contas, Abraão tinha sido rico), mas, sim, à sua negligência da Escritura e do seu ensino” (Morris).
O rico questiona Abraão porque sabia, por experiência própria, o que era ter rejeitado a Bíblia durante toda a vida. Por isso, ele insistiu: “Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão” (Lc 16.30). Novamente a resposta é de uma profundidade impressionante: “Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lc 16.31).
Que lições podemos extrair da referida passagem?
(1)   Após a morte só tem dois caminhos: céu ou inferno;
(2)   Não existe uma segunda chance para quem está no inferno;
(3)   Quem está no céu ou no inferno não tem mais nada com este mundo;
(4)   Deus não aceita sugestões vindas do inferno, mesmo que sejam missionárias;
(5)   Quem não recebe a Jesus como Senhor e Salvador mediante o evangelho não o fará de outra maneira, ainda que um dos mortos ressuscite!