quinta-feira, 28 de março de 2013

O clamor missionário do inferno

(Lucas 16.19-31)

Josivaldo de França Pereira


 
O tema desta pastoral é meio tenebroso, mas é bíblico. Se você ler atentamente Lucas 16.19-31 vai encontrá-lo na história do rico e do mendigo Lázaro, contada por Jesus. Acerca do rico “Não se diz que cometeu qualquer pecado grave, mas vivia exclusivamente para si. Nisso se achava a sua condenação” (Leon Morris). Lázaro, um homem esquecido, entretanto, lembrado por Deus, é a única personagem bíblica que recebe um nome nas parábolas de Jesus.
Para o rico, os bens tinham sido púrpura e linho fino, festas e folguedos diários (Lc 16.19). Escolhera o que quisera como suas coisas boas e agora teria que ficar com sua escolha (Lc 16.25). Lázaro tinha recebido os males (Lc 16.20,21,25).
Morreram Lázaro e o rico. O primeiro foi para o céu, ao seio de Abraão (segundo Antony Hoekema, "um lugar ou condição de existência feliz"), enquanto o outro seguiu para o inferno (Lc 16.22). No inferno o rico clamou por misericórdia em seu favor, porém, não obteve compaixão porque no inferno acabam-se todas as oportunidades que se deixam passar nesta vida (Lc 16.23-26; cf. Hb 9.27; Tg 2.13). O auge do desespero do rico é quando ele pede a Abraão que mande Lázaro evangelizar sua casa paterna.
“Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento” (Lc 16.27,28).
A resposta de Abraão é tremenda. “Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos” (Lc 16.29), ou seja, eles têm a Bíblia. É a Palavra de Deus que contém toda verdade necessária para a salvação. “Há uma implicação de que a situação desagradável do rico não se devia às suas riquezas (afinal das contas, Abraão tinha sido rico), mas, sim, à sua negligência da Escritura e do seu ensino” (Morris).
O rico questiona Abraão porque sabia, por experiência própria, o que era ter rejeitado a Bíblia durante toda a vida. Por isso, ele insistiu: “Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão” (Lc 16.30). Novamente a resposta é de uma profundidade impressionante: “Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (Lc 16.31).
Que lições podemos extrair da referida passagem?
(1)   Após a morte só tem dois caminhos: céu ou inferno;
(2)   Não existe uma segunda chance para quem está no inferno;
(3)   Quem está no céu ou no inferno não tem mais nada com este mundo;
(4)   Deus não aceita sugestões vindas do inferno, mesmo que sejam missionárias;
(5)   Quem não recebe a Jesus como Senhor e Salvador mediante o evangelho não o fará de outra maneira, ainda que um dos mortos ressuscite!



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