sábado, 1 de junho de 2013

A escola dominical e a responsabilidade do superintendente

Josivaldo de França Pereira

O superintendente é muito mais do que aquela pessoa que faz a abertura e encerramento da escola dominical e promove a comemoração de datas e eventos especiais. O superintendente ou diretor(a) da EBD é o irmão ou irmã em Cristo designado(a) pela igreja para administrar a escola dominical com competência e seriedade, visando a edificação e a maturidade do corpo de Cristo.
Antes de tudo, o superintendente deve ser alguém verdadeiramente comprometido com Deus e a igreja. Deve ser exemplo dos fiéis, não neófito, mas pessoa qualificada para comandar o corpo de Cristo. Deve ser assíduo e pontual no cumprimento de seus deveres, irrepreensível na moral, são na fé, prudente no agir, discreto no falar e exemplo de santidade de vida. Qualidades que devem acompanhar, no mínimo, todo crente e, principalmente, aqueles que receberam a graça da liderança, a saber: pastor, presbítero, diácono, superintendente, professor, etc.
Além disso, o superintendente deve ser uma pessoa preparada academicamente. Por “academicamente” quero dizer que o superintendente não precisa, necessariamente, ser um expert em educação cristã, porém, ele precisa ter noção do que a educação cristã significa e representa. Afinal de contas, é com professores que o superintendente está lidando e é a qualidade do ensino que ele estará supervisionando. Pensando nisso, um experiente diretor de escola dominical escreveu aos superintendentes: “Os seus professores ensinam com qualidade? Ou estão se repetindo diante da classe? Preparam devidamente a lição, ou já se acostumaram aos improvisos?”. E ainda: “Que os seus professores não se contentem com o preparo já conseguido. Incentive-os a ler, a estudar, a pesquisar, a descobrir novas metodologias, a se tornarem especialistas não apenas no currículo e na aula a ser ministrada, como também na pedagogia e na didática”.
Como dissemos a pouco, o superintendente não precisa ser um especialista, mas é necessário que tenha algum conhecimento pedagógico. Se tiver experiência como professor, melhor ainda. Some-se a isso a visão do superintendente. Se o superintendente pensar administrativa e pedagogicamente, o que é ideal, ele não apenas saberá conduzir a igreja bem, no sentido de unidade de propósitos, mas também zelará pelo aperfeiçoamento de seus professores. Promoverá encontros, congressos e uma série de eventos que ajudarão na formação e reciclagem dos professores. O superintendente é o carro-chefe da escola dominical que, em comum acordo com o pastor, melhorará a escola quando melhorar seus professores. Quando se investe na liderança da escola dominical a igreja toda sai ganhando!
Por último, mas não menos significativo, o superintendente precisa ser dinâmico, a fim de dinamizar sua escola dominical. Para isso ele tem que se atualizar e se inteirar do trabalho de outros superintendentes. Deve ser uma pessoa inovadora, com ideias saudáveis, que revigorem a escola dominical. Eu acredito na escola dominical porque, como dissemos no início deste capítulo, é uma bênção de Deus e por isso deu certo. Entretanto, a escola dominical precisa passar por um processo constante de revitalização. Meu irmão superintendente, torne a sua escola dominical dinâmica, criativa, bíblica e funcional. Algo que dá gosto de ver e participar. Promova, juntamente com seu pastor e professores, o vigor e a saúde da escola dominical através da motivação de seus alunos. Evite a rotina, a monotonia e aquela mesmice insuportável. As aulas da escola dominical devem ser prazerosas. Da criança ao adulto que levantam cedo para ir à igreja, a escola dominical deve ser algo que valha a pena por causa do conteúdo e didática do ensino e (por que não?) por causa do agradável local de estudo. Olhe com carinho para tudo isso e Deus, com certeza, o recompensará.




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