quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Os Dois Fundamentos: Doutrina e Prática do Sermão do Monte

Josivaldo de França Pereira


Jesus concluiu o Sermão do Monte com a ilustração de dois fundamentos (Mt 7.24-27; Lc 6.46-49). Ouvir e praticar as palavras do Mestre equivale ao homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. A chuva, os rios e os ventos não puderam derrubar aquela casa, pois estava edificada na rocha, isto é, o homem prudente “cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha” (Lc 6.48).
Diferentemente do homem prudente é aquele que ouve e não pratica o ensino de Jesus. É o homem insensato que constrói a sua casa na areia; sem alicerces. A chuva, os rios e os ventos não tiveram problema algum em destruir totalmente aquela casa, ou seja, a fragilidade de uma fé superficial.
“Chuva, rios e ventos” simbolizam as falsas doutrinas e heresias que procuram solapar as estruturas daqueles que ouvem os ensinamentos de Jesus como estão na Bíblia. No entanto, ser apenas ouvinte da Palavra não é suficiente para firmar alguém na verdade do evangelho. É necessária a prática. A prática do evangelho é a expressão do que cremos.
As falsas doutrinas e heresias são implacáveis. Assim como a chuva torrencial, os rios transbordantes e os ventos tempestuosos, elas vêm com “ímpeto”. Quem é seguidor nominal logo desaba em grande ruína. Somente os que estão verdadeiramente alicerçados na Rocha, que é Cristo, não sucumbem jamais!


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

30 anos!

Josivaldo de França Pereira


Neste mês de fevereiro de 2013 completo 30 anos de conversão. Lembro como se fosse hoje! O Espírito Santo usou como instrumento para minha salvação a minissérie de nome Pedro e Paulo, transmitida pela Rede Globo no inicio de fevereiro de 1983. Depois nunca mais foi reprisada. Parece que aquele filme foi feito por encomenda para mim. Mais de 25 anos depois encontrei o DVD Pedro e Paulo numa vídeo-locadora em Itanhaém, no litoral paulista. Tomei o DVD em minhas mãos e o filme passou diante dos meus olhos sem que eu precisasse assisti-lo de novo.
Em uma noite de fevereiro de 1983, voltava eu da escola caminhando e meditando no que havia assistido em casa. Toda aquela entrega por Jesus, todo sofrimento por causa do evangelho mexiam com a minha mente e coração. Deus estava trabalhando no meu interior. E foi naquela primeira semana de aula do mês de fevereiro que entreguei a minha vida ao meu Senhor e Salvador Jesus Cristo. E a primeira oração que fiz (ali mesmo na rua) foi para que Deus me usasse em sua obra, como usou Pedro e Paulo, chamando-os para o ministério. Queria trabalhar para Deus. E ele me vocacionou para o sagrado ministério. Bem antes de chegar em casa eu já era uma nova criatura – um pecador arrependido de seus pecados, salvo em Cristo Jesus, transbordante de alegria e gratidão ao Deus Pai! O desejo de me firmar na igreja e ser batizado foi imediato.
Pouco tempo depois do meu novo nascimento escrevi meu primeiro texto intitulado “Minha conversão”. Era mais uma “carta” de gratidão a Deus do que o relato de minha vida, propriamente. Infelizmente não tenho mais aquele texto comigo porque se extraviou. Trinta anos após escrevo novamente a fim de celebrar um marco tão importante na minha vida.
Nestes 30 anos muita coisa boa aconteceu. Três anos após a minha conversão fui para o seminário (1986). Conclui o curso em 1990, fui licenciado em 1991 e me casei nesse mesmo ano com a Marta. No ano seguinte (1992) fui ordenado pastor e em 1993 nasceu meu unigênito Mateus. E, como eu disse, muita coisa maravilhosa ocorreu. Passei por várias provações também. Mas Deus me abençoou e tem me abençoado sempre! Não sei, por experiência própria, o que significa se desviar do caminho do Senhor. Durante todo esse tempo ele me sustentou com a sua benignidade e não permitiu que se resvalassem os meus pés. E até aqui o Senhor tem me ajudado e à minha família de forma tremenda! Só tenho o que agradecer ao meu Deus.
Hoje pastoreio a Igreja Presbiteriana do Jd. Elba, em São Paulo. Uma bênção de Deus a mais em minha vida; um motivo a mais de gratidão ao Senhor. Por tanto, só me resta dizer como o salmista: “Que darei ao SENHOR por todos os seus benefícios para comigo?” (Sl 116.12).