quarta-feira, 8 de maio de 2013

A escola dominical e a responsabilidade dos pais

Josivaldo de França Pereira

 
A responsabilidade dos pais crentes com a escola dominical é dupla. Em primeiro lugar, os pais precisam ser assíduos e frequentes na escola dominical. Os pais que vão somente aos cultos, achando que faltar na escola dominical não tem tanto problema, certamente deixarão de progredir como deveriam na vida cristã. A presença dos pais na escola dominical é imprescindível, pois, afinal de contas, nós pais somos (bem ou mal) modelos para os nossos filhos.
Em segundo lugar, os pais precisam levar seus filhos à escola dominical. Gostaria de dar a esse segundo ponto uma atenção especial, visto que está diretamente relacionado ao anterior. Portanto, vamos entender a coisa da seguinte maneira: por que os pais precisam estar na escola dominical? De um lado, porque todos precisam aprender mais e mais das verdades do Senhor; por outro lado, por causa dos filhos. Perdoe-me a batida na mesma tecla, mas isso é importante. Os filhos desejam e precisam ver nos pais a seriedade no trato com a escola dominical. E isso, por si só, deve ser motivo de reflexão para os pais, pois os pais precisam, pela vida e pela palavra, mostrar aos filhos que a escola dominical é um importante veículo de crescimento espiritual.
Geralmente as crianças não apreciam levantar cedo para ir à escola dominical. Boa parte delas já faz isso durante a semana. Porém, os pais devem passar para os filhos que a escola de domingo também é especial por uma série de razões. Erra o pai ou a mãe que acha que não deve levar sua criança à escola dominical, apenas porque ela está cansada por estudar durante a semana, ou porque brincou demais no sábado ou foi dormir tarde por causa daquela festa na igreja. Esse é um tipo de compaixão que não procede. É nessa hora que os pais, amigavelmente, devem mostrar aos filhos que a escola dominical é especial para toda a família.
Lembro-me de um fato ocorrido em uma igreja da qual fui pastor. Quando perguntei a uma querida irmã porque não trouxe o filho, que na época devia ter cinco ou seis anos de idade, ela me respondeu: “Ele não quis vir”. Eu não sei como está ou por onde anda aquele que agora é um homem feito. Receio que ele tenha seguido o caminho de seus irmãos mais velhos, que abandonaram a igreja porque a mãe, comodamente, aceitava o fato de que eles não quiseram vir.
Papai e mamãe levem seus filhos à escola dominical, tenham eles vontade ou não. Cumpram as suas responsabilidades como um dia prometeram a Deus quando levaram seus filhos para serem batizados ou apresentados perante a igreja, pois, como no caso daquela mãe, amanhã poderá ser tarde demais para chorar o que poderia ser evitado hoje. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A escola dominical e a responsabilidade do professor

Josivaldo de França Pereira
 
O bom professor é aquele que almeja a excelência do ensino e se empenha por alcançá-la. Tem que ser como o apóstolo Paulo exortou: “...o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7). Paulo recomenda àquele que ensina uma dedicação total nesse ministério. Dedicação que resultará num progresso constante do professor, quer seja em relação à habilidade no ensino e crescimento espiritual de seus alunos, quer seja em relação à sua própria vida cristã.
O professor da escola dominical deve ser o primeiro a viver o que ensina. A classe nunca deve ser subestimada (muito menos a dos pequeninos). Ela saberá se o professor está sendo sincero no que diz, como também saberá se o professor se preparou adequadamente para a aula. Fazer pesquisas de última hora e preparar a lição às pressas nunca dá certo. Quando o professor não se esforça para fazer o melhor, ele não apenas desrespeita seus alunos como peca contra Deus.
Além de viver o que ensina, o professor também precisa conhecer os seus alunos, a fim de saber o quê e como ensiná-los, ou seja, suas características físicas, mentais, sociais, emocionais e espirituais.
Quanto ao preparo e à exposição da aula propriamente, os editores dos Estudos Bíblicos Didaquê apresentam sugestões preciosas que podem ajudar bastante os professores da escola dominical. Com ligeiras adaptações passo a transcrevê-las:     
. Utilizar sempre a Bíblia como referencial absoluto;
. Elaborar pesquisas e anotações, buscando noutras fontes subsídios para a complementação das lições;
. Planejar a ministração das aulas, relacionando-as entre si para que haja coerência e se evite a antecipação da matéria;
. Evitar o distanciamento do assunto proposto na lição;
. Dinamizar a aula sem monopolizar a palavra, oferecendo respostas prontas;
. Relacionar as mensagens ao cotidiano dos alunos, desafiando-os a praticar as verdades aprendidas;
. No final da aula despertar os alunos quanto ao próximo assunto a ser estudado, mostrando-lhes a possibilidade de aprenderem coisas novas e incentivando-os a estudar durante a semana;
. Depender sempre da iluminação do Espírito Santo, orando, estudando e colocando-se diante de Deus como instrumento para a instrução de outros;
. Verificar a transformação na vida dos alunos, a fim de avaliar o êxito de seu trabalho.
Duas coisas, pelo menos, têm levado algumas pessoas a perderem o interesse pela escola dominical hoje em dia, isto é, a pouca criatividade do professor e, consequentemente, a falta de dinamismo nas aulas. Professor, faça de sua aula algo interessante; seja criativo, invista tempo nisso. Criatividade e dinamismo são, em boa parte, o segredo do sucesso do professor eficaz.
É necessário que o professor da escola dominical veja seu trabalho como o ministério que Deus lhe deu e que, por isso mesmo, precisa ser realizado da melhor maneira possível. “... o que ensina, esmere-se no fazê-lo” (Rm 12.7).

A escola dominical e a responsabilidade do aluno

Josivaldo de França Pereira

O segredo de uma escola dominical dinâmica e eficaz depende, e muito, do aluno. E como deve ser o aluno da escola dominical? Qual o perfil do aluno ideal? Antes de respondermos essas perguntas é importante dizer que por aluno ideal não nos referimos, especificamente, a um ser extraordinário: brilhante, gênio, super intelectual. Não, o aluno ideal é antes de tudo uma pessoa bem intencionada. Como assim? Ele é dedicado: Assíduo, pontual, responsável. Vai à escola dominical com prazer e não para dizer simplesmente “estou aqui”, “cheguei” ou “agora o superintendente não vai pegar no meu pé”. O verdadeiro aluno da escola dominical não pensa assim. Lê sua Bíblia e faz a tarefa de casa; anota suas dúvidas e vem disposto a colaborar na sala de aula.
É lamentável quando o aluno vai à escola dominical sem ter estudado durante a semana. Alguns vão sem Bíblia e sem a lição, não é mesmo? E olha que eu não estou falando dos pequeninos não! Às vezes, eu me ponho a pensar: “O que alguém que não traz Bíblia, revista, papel e caneta, que não estuda em casa e etc., vem fazer na escola dominical?”. Aprender? Acho difícil. Não se pode aprender adequadamente quando o básico é negligenciado.
De uma coisa precisamos estar cientes: 50% ou mais do bom desempenho do professor, numa sala de aula, depende de seus alunos. É o que eu costumo dizer aos meus alunos, sem querer jogar sobre eles a responsabilidade que cabe a mim.
Quando o aluno não se prepara em casa, conforme já mencionamos acima, ele perde a oportunidade de contribuir com algo mais. Contribuindo, ganha o aluno, a classe e o professor também. Muitos dos alunos que ficam calados durante a exposição do professor cometem o erro (para não dizer “pecado”) da negligência semanal. É preciso que você, aluno, reverta esse quadro se, porventura, está sendo negligente; pois quantas vezes a culpa de uma aula mal dada recai sobre o professor quando na realidade o culpado é outro? É claro que o professor tem suas responsabilidades, como veremos na próxima pastoral, mas nenhum professor, a menos que esteja doido, teria coragem de se colocar diante de uma classe sem que estivesse adequadamente preparado.
Seja professor, ou seja aluno, ambos devem fazer tudo para a honra e glória de Deus.