quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Aprendendo com o Mestre

Josivaldo de França Pereira
 
Jesus estava orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos lhe pediu: “Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos” (Lc 11.1). Os rabinos tinham formulado “modelos” breves de orações para seus discípulos como meios de instrução, a fim de ajudá-los no exercício da fé religiosa. João Batista ensinou seus discípulos a orar e, tempos depois, um dos seguidores de Cristo, tão impressionado pela maneira como o Mestre orava, pediu que o Senhor também os ensinasse.
Quem pediu esta lição ao Mestre não pensou somente em si mesmo, pois notou que o aprendizado da oração era uma necessidade coletiva dos seguidores de Jesus. Não sabemos quem era esse discípulo. Poderia ser um membro daquele grupo mais numeroso de seguidores de Cristo que não pertencia ao grupo dos doze. Algumas passagens bíblicas, como Lucas 6.13, revelam claramente a existência deste grupo mais numeroso. Ainda poderia ser um dos 70 missionários especialmente designados (cf. Lc 10.1-12,17-20). Entretanto, a possibilidade de que fosse um dos doze não deve ser descartada; nem mesmo a possibilidade de ter sido João ou André, ex-discípulos de João Batista (Jo 1.35-40).
A oração ensinada por Jesus é a do Pai Nosso, que em Mateus encontra-se mais extensa no Sermão do Monte (Mt 6.9-15), e em Lucas de maneira condensada (Lc 11.2-4). Em Mateus a oração é pronunciada no decurso de um sermão no início do ministério terreno de Cristo. Posteriormente (Lc 11.1), ela vem como resposta de Jesus ao pedido de um discípulo que possivelmente não estivera presente na ocasião anterior. Com o pedido “Senhor, ensina-nos a orar”, o discípulo talvez quisesse dizer que ansiava por uma forma de palavras que pudesse empregar, ou um padrão segundo o qual pudesse modelar suas orações, ou algumas instruções gerais sobre o assunto.
Jesus amava orar. Ele não apenas falava de oração. Ele praticava a oração. O Mestre orava sempre que algo muito importante estava para acontecer. Por exemplo: (1) Antes de iniciar seu ministério terreno, permaneceu no deserto por quarenta dias, jejuando e orando (Mt 4.1-11). (2) Antes de escolher e chamar os doze para ser apóstolos, “retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus” (Lc 6.12). (3) Antes de se transfigurar diante de Pedro, Tiago e João, para lhes mostrar como seria a glória do reino de Deus (Lc 9.27), ele permaneceu em oração (Lc 9.28). (4) Antes de andar por sobre o mar, “subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só” (Mt 14.23). (5) Antes de ser preso, julgado, açoitado e crucificado, orava com muita intensidade no Getsêmani (Lc 22.44).
E você, já orou hoje?


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