sábado, 9 de fevereiro de 2019

Sobre o culto infantil

Josivaldo de França Pereira
Tenho acompanhado o debate recente em torno do culto infantil. Os contrários a ele defendem sua extinção alegando que culto infantil não é bíblico e que testemunhos comprovam que adolescentes e jovens estão fora da igreja hoje porque não participaram do culto junto com seus pais quando pequenos.
Alguns desses relatos são superestimados. Também temos adolescentes e jovens fora da igreja que nunca passaram pelo culto infantil quando crianças, apesar de estarem assentados ao lado de seus pais quando menores.
Os líderes contrários ao culto infantil demonizam-no, pintando-o como se fosse uma abominação dos infernos. Nunca participei de culto infantil quando menino, mas me lembro como eu ficava incomodado com aqueles cultos enfadonhos para mim e dos beliscões de minha mãe por não permanecer quieto no banco.
Culto infantil, a meu ver, é uma questão de bom senso. Não concordo que as crianças devam ser tiradas do culto público para o culto infantil simplesmente porque deva ser assim, mas que se invista em professores no intuito de prepará-los para isso, com didática e material próprios para atender uma faixa etária de crianças de até três ou quatro anos de idade, por exemplo. Não vejo nisso problema algum.
Dizer que os pais querem o culto infantil para se livrar dos filhos no culto não deveria ser uma fala generalizada. Pais que sabem que seus filhos estão em boas mãos e, portanto, despreocupados no culto público, adoram melhor.
Não participei de culto infantil quando pequeno porque não existia no meu tempo, mas gostaria de ter feito parte dele na minha infância. E, com certeza, teria sido um alívio para a minha mãe também.
Nem todos os meus irmãos que cresceram como eu sem o culto infantil, sentados comigo no banco, e mais comportados do que eu, estão hoje na igreja. Penso que um pouco de bom senso nessa questão não faria mal a ninguém.


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