terça-feira, 26 de março de 2019

Violência: Sua causa e solução

Josivaldo de França Pereira

Vivemos em um mundo onde o poder e a ganância são muitas vezes estabelecidos por meio da violência. A violência pode ser classificada em física, verbal, psicológica e sexual; contra o ser humano (o próximo ou a si mesmo) e contra a fauna e a flora (como crimes ambientais e maus tratos aos animais). Lamentavelmente a violência faz parte da vida cotidiana e está presente nos noticiários, filmes e programas de televisão.
Às vezes a sociedade e a mídia denominam os sintomas da violência como causas. “Fulano de tal cometeu aquele crime porque sofria bullying”; “ele foi influenciado por más companhias”; “foram os jogos violentos de videogames que levaram a isso”, dizem as pessoas. A tendência é sempre transferir ou terceirizar a culpa pela violência.
Biblicamente, existe apenas uma causa para todos os tipos de violência: o pecado; seu e meu. Caim tramou a morte do irmão dele porque o Senhor se agradou de Abel e de sua oferta, ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou. Caim irou-se sobremaneira e descaiu-lhe o semblante (Gn 4.4,5). “Então, lhe disse o SENHOR: Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo" (Gn 4.6,7).
Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou qualquer transgressão dessa lei. O pecado pelo qual nossos primeiros pais caíram do estado em que foram criados foi o comerem do fruto proibido. Visto que o pacto foi feito com Adão, não só para ele, mas também para a sua posteridade, todo o gênero humano, que dele procede por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na sua primeira transgressão.
A queda reduziu o gênero humano a um estado de pecado e miséria. O estado de pecado em que a humanidade caiu consiste na culpa do primeiro pecado de Adão, na falta de retidão original e na corrupção de toda a sua natureza, o que ordinariamente se chama pecado original, juntamente com todas as transgressões atuais que procedem dele.[1]
A solução para a violência também é uma só. Ela não se encontra na política de segurança pública, no estatuto do desarmamento, nos investimentos sociais ou mesmo nas igrejas. O que a maioria das entidades tem feito para combater a violência não passam de paliativos porque Deus e a Bíblia, via de regra, não estão incluídos em seus projetos. O mundo fala de paz como meio de combate à violência, porém, o conceito de paz do mundo se resume à ausência de guerra.
A solução para toda e qualquer forma de violência social (seja na rua, no lar, na escola ou no trabalho) está em Jesus. A verdadeira paz está em Cristo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo...” (Jo 14.27). Jesus transforma com sua paz e amor os seres humanos para melhor. Como diz Paulo, “... se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2Co 5.17).
O endemoninhado geraseno era extremamente agressivo “porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo" (Mc 5.4). Jesus o curou, libertando-o da legião de demônios que nele havia. Quando o povo saiu para ver o que sucedera, indo ter com Jesus, viram o ex-endemoninhado assentado, vestido e em perfeito juízo (Mc 5.14,15; Lc 8.35).
Saulo de Tarso consentiu na morte de Estêvão, perseguiu e assolou a igreja com violência, entrando pelas casas, e arrastando homens e mulheres encerrava-os no cárcere; respirando ameaças e morte contra os discípulos do Senhor (At 8.1-3; 9.1). Após ser encontrado por Jesus ao aproximar-se de Damasco, a vida de Saulo deu um giro de 180°, tornando-se Paulo, o apóstolo dos gentios e, como ele próprio diria : “... Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim" (Gl 2.19,20).

Cristo me amou e me livrou!
O seu imenso amor me transformou!
Foi seu poder, o seu querer!
Sim, Cristo, o Salvador, me transformou!
(J. Rowe – S. L. Ginsburg)






[1] Cf. O Breve Catecismo de Westminster, 14-18.

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